PJ investiga terceiro incêndio em estufa

Proprietário está preocupado com sucessivos fogos recordando ser o terceiro em 4 anos

08 Fev 2018 / 02:00 H.

A Polícia Judiciária está a investigar o terceiro incêndio no espaço de quatro anos com origem na escarpa da marginal da Ribeira Brava que colocou em sobressalto os empresários de uma exploração agrícola situada acima da arriba, na freguesia da Tabua. Mas, o desta semana, não só fez soar o alarme como causou estragos avultados em duas das sete estufas, assim como em toda a produção de tomate que este espaço de 700 metros quadrados possuía.

Para se verificar os prejuízos, que ascendem os 40 mil euros e podem causar um rombo nas contas da empresa, é necessário descer um carril com um declive acentuado. Chegado às duas últimas estufas o cenário é desolador. O calor matou as plantas e o lume derreteu as chapas de material inflamável. E nem as telas dão para aproveitar. Escapou a estrutura em ferro.

E não fosse a rápida intervenção dos bombeiros voluntários e do grupo de trabalhadores que a exploração regista, o fogo poderia causar ainda mais prejuízo. Pelo menos essa é a convicção de José Manuel Milho que lamenta não ter meios para combater os incêndios que têm surgido numa zona completamente inacessível.

Para já os inspectores da PJ tentam apurar a existência de mão criminosa, porém uma coisa parece ser certa: a falta de limpeza da escarpa, com imenso matagal seco, tem sido um autêntico ‘barril de pólvora’ para as ignições suspeitas que perigam a unidade de 10 mil metros quadrados vocacionada para a produção de tomate.

Esta série de incêndios coloca a nu a intervenção que o empresário considera ser urgente antes que sucedam mais ocorrências.

Ao DIÁRIO José Manuel Milho descreve os minutos de intenso nervosismo em combater as chamas para salvar a exploração, de qualquer modo diz não ter condições financeiras para reinvestir nas estufas afectadas esperando algum apoio financeiro para auxiliar nas reparações.

Talvez por isso o vereador com o pelouro da agricultura estivesse ontem na exploração inteirando-se dos elevados prejuízos. Paulo Andrade admite que a autarquia possa vir a ajudar o empresário até para poder salvaguardar os empregos: “Vamos tentar, na medida do possível, ajudar”, adiantou ainda que com algumas reservas.

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