Piolho do pombo obriga a desinfestar Marmeleiros

SESARAM admite o problema, mas diz que o hospital funciona com normalidade

05 Jul 2018 / 02:00 H.

A presença de piolho do pombo no Hospital dos Marmeleiros obrigou a encerrar as áreas afectadas para ser feita uma desinfestação. A presença do piolho foi detectada no dia 29, como confirma, ao DIÁRIO, o SESARAM. A empresa administrada por Tomásia Alves esclarece que “foi detectada a presença de piolho do pombo, proveniente do exterior, no WC dos doentes e na zona de sujos/despejos do 3.º Piso Poente do Hospital dos Marmeleiros, o que motivou a realização de novas desinfestações”, que se juntam às que são realizadas por rotina e que visam prevenir situações como a que está a ocorrer.

No entanto, ao contrário do que tem sido afirmado no interior do SESARAM, de forma oficiosa, a administração da empresa garante que o Hospital dos Marmeleiros continua a funcionar dentro da normalidade, apesar do encerramento das áreas afectadas. “Importa reforçar que a situação não originou quaisquer transferências de doentes nem condicionou a prestação de cuidados.”

“As áreas afectadas foram encerradas e continuam a ser alvo de intervenção no sentido de optimizar as condições de saúde e segurança dos utentes e dos profissionais.”

O SESARAM vinca que “a situação está a ser monitorizada e o Hospital dos Marmeleiros mantém o seu normal funcionamento.”

A presença do piolho do pombo em unidades de saúde costuma representar um pesadelo para quem as administra e lá trabalha. Em Abril, foi notícia o encerramento da unidade coronária do Hospital de Faro. Nos últimos anos, houve notícias de encerramentos de unidades hospitalares em várias zonas do País, devido à existência de piolho do pombo como no São João - Porto; Aveiro; São Bernardo - Setúbal, entre outros. Mesmo no SESARAM, foi notícia em Junho de 2013, a existência de uma infestação com o piolho do pombo, que foi detectada no quarto andar, no serviço de Obstetrícia. Na altura, o presidente da Administração admitiu que pudesse ter havido casos de contaminação noutros andares, o que terá acontecido no quinto andar, onde funciona a Pediatria.

Miguel Ferreira admitia que aquela não era a primeira vez e que haviam sido tomadas medidas para o evitar. O exemplo foi o da colocação de diversos equipamentos nos parapeitos das janelas para impedir que os pombos pousassem e nidifiquem. Na parte traseira da capela foi igualmente colocada uma rede, para impedir o acesso destas aves.

O piolho do pombo é um parasita, que, como o nome indica, se transmite pelos pombos. Um ácaro que pode representar problemas de saúde pública, nomeadamente através inflamações na pele, dermatites.

O tipo de construção dos edifícios, com espaços onde facilmente os pombos se podem alojar, facilita a proliferação dos animais e, em consequência, do piolho do pombo.