Pedro Ramos espera medicina nuclear em mais áreas

28 Jun 2017 / 02:00 H.

A prática clínica de medicina nuclear arrancou na semana passada no interior do SESARAM, com o apoio de médicas nuclearistas do continente, Anabela Albuquerque e Gracinda Costa, dos hospitais de Coimbra.

Neste início de actividade, estão a ser realizados dois tipos de procedimentos, ambos de diagnóstico na área oncológica: cintigrafias ósseas e de detecção de gânglio sentinela.

No entanto, agora que a Unidade de Medicina Nuclear está a funcionar, Pedro Ramos, que se havia comprometido a fazê-lo, antevê que os exames se alarguem a outras áreas da Medicina.

O secretário da Saúde, também ele médico, manifestou-se “particularmente satisfeito” com este início de actividade, sem esquecer que, desde 2009, nas áreas em que era “mais imperioso usar” a Medicina Nuclear convencional, nomeadamente na mama e nos melanomas, havia recurso à Quadrantes, em Santa Rita.

PET terá cada vez maior procura

Pedro Ramos falava no âmbito de uma conferência, realizada no hospital sobre ‘A importância da Medicina Nuclear em Oncologia’, protagonizada pela directora do Serviço de Medicina Nuclear do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra.

Questionada sobre com que impressão ficava, quanto aos meios encontrados no SESARAM, para a Medicina Nuclear, Gracinda Costa disse ter ficado “encantada e ‘invejosa’ com o serviço. Está muito bem equipado, tem instalações muito boas e amplas. Fiquei admirada com o que encontrei”.

A médica, como referido, veio à Madeira colaborar no arranque na Medicina Nuclear do SESARAM. Gracinda Costa reafirmou a disponibilidade do Serviço, que lidera, para colaborar com a Unidade do hospital e, em particular, com o médico nuclearista madeirense Rafael Macedo.

Sobre a realização de exames PET (Medicina Nuclear não convencional), a médica disse desconhecer a realidade da Madeira e, por isso, preferiu não se pronunciar em concreto sobre esta.

O que sabe, é que se trata de uma área clínica relativamente recente, que, como noutros processos semelhantes, deve ter um período de crescimento acentuado. As indicações clínicas são cada vez mais numerosas, não apenas na área oncológica, mas também na patologia benigna.

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