Pavilhão da Ribeira Brava continua a ‘meter água’

Apesar das obras recentes, quando chove pinga dentro do recinto desportivo

13 Mar 2018 / 02:00 H.

Recentemente alvo de obras de reabilitação que custaram perto de centena e meia de milhares de euros, o Pavilhão Gimnodesportivo da Ribeira Brava continua a ‘meter água’ pela cobertura. Quando chove, como voltou a acontecer na última semana, a água da precipitação continua a penetrar na estrutura que cobre o espaço, acabando por pingar no interior do mesmo. Constrangimento já recorrente que condiciona a prática de actividade física e coloca em causa a segurança dos utentes devido ao piso escorregadio nas áreas afectadas pela infiltração.

Embora o derramamento de água dentro do pavilhão quando chove seja já uma ‘normalidade’ na referida infra-estrutura localizada na Vila da Ribeira Brava, os recentes episódios de infiltração acabaram por surpreender quem lá se encontrava, sobretudo porque a infra-estrutura desportiva fora nos últimos meses alvo de obras de recuperação. Além da intervenção na estrutura, pavimento, bancadas e melhoramentos nos balneários, os trabalhos também abrangeram a cobertura, uma empreitada que levou o próprio presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, a garantir que o Pavilhão Gimnodesportivo da Ribeira Brava estava “praticamente novo”, afirmou-o no início do passado mês de Outubro, quando em jeito de ‘reinauguração’ visitou a conclusão das obras na referida instalação. Na altura soube-se que a empreitada da responsabilidade do Governo, que inicialmente previa investir cerca de meio milhão de euros, afinal ‘só’ havia custado pouco mais de 148 mil euros.

A redução substancial na despesa – custo foi inferior a um terço do inicialmente estimado – foi justificada pelo chefe do executivo como resultado de “um grande esforço” e uma “grande racionalidade nos custos”.

Pelos vistos a obra que visava resolver definitivamente os problemas que aquele equipamento vinha apresentando, não salvaguardou que a cobertura do mesmo ficasse impermeável, provavelmente porque apenas terá sido considerado a necessidade de pequenas intervenções de manutenção na estrutura metálica de suporte da cobertura.

Desporto escolar suspenso

Nas últimas duas semanas praticamente não houve actividades de desporto escolar e federado, nem competição no ‘renovado’ pavilhão. Tudo por causa do piso que em dias de chuva teima em ficar “perigosamente escorregadio”, segundo uma fonte da Escola Básica e Secundária da Ribeira Brava. “Nas últimas duas semanas foi problemático. Praticamente não houve aulas, porque fica uma coisa impossível”, garante.

Antes das obras, em dias de chuva e vento, era ‘normal’ a ala Sul do pavilhão ficar molhada Nessa altura, normalmente “um terço do recinto ficava inutilizado por ficar molhado. Agora não é preciso estar vento para surgir humidade no piso. Basta estar a chover”, assegura. Também a distância entre a escola e o pavilhão torna problemática a deslocação em dias de chuva. Por isso já se tornou habitual os alunos faltarem às aulas quando está a chover. Deixam-se ficar resguardados na escola.

Depois de alguns ‘incidentes’ ocorridos com quem arriscou dar aulas nas condições precárias, levou esta semana os professores do Grupo de Educação Física a tomar posição conjunta de não utilizar o pavilhão em dias de chuva, caso não estejam garantidas condições de segurança.

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