PAUS gravam documentário na Madeira

21 Set 2017 / 02:00 H.

Aterraram há quatro dias na ilha e ainda ficam outros três, até Domingo. Manuel Abelho, de câmara na mão e passos de lã, ora filma Hélio Morais, ora segue Joaquim Albergaria, Makoto Yagyu ou de Fábio Jevelim. Da Carta Branca, a residência artística que os PAUS fazem na Madeira a convite da organização do Aleste, vai sair também um documentário - para além dos oito vídeos que gravam para o próximo álbum.

Que os PAUS se põem em causa uma e outra vez, não será novidade para ninguém. Ou que costumam rasgar limites sem saber o resultado, também. Mas continuam a arriscar, agora noutros suportes que ainda procuram definir: “O documentário... Na verdade nem lhe chamaria de documentário. Temos alguma dificuldade nisso. Será um registo, um documento do processo todo”, começa por dizer Joaquim Albergaria.

Procura essa que tem sido transversal ao trabalho que fazem desde 2008, quando se formaram, ou até a eles próprios, e que será posta em vídeo: “Nós a descobrir o disco. A descobrirmo-nos enquanto banda. E a descobrir na (e a) Madeira durante este processo todo. Não será um documentário sobre a Madeira, sobre os Paus ou sobre este disco”. Será mais sobre a experiência: “É uma coisa sobre estes dias”, lança Hélio Morais.

Uma indefinição que mesmo no resultado final, não se espera concreta: “Gosto da ideia de não se perceber o que é. Haverá coisas que dizemos sobre música que fazem sentido para a ilha, outras sobre nós, banda, que o fazem para os madeirenses. E outras que fazem sentido para a nossa relação de continente e ilha”. Acrescenta Quim: “Haverá insights e formas de olhar para estas três coisas. Acho este lado meio flutuante fixe no documentário. Assim pode relacionar-se com mais coisas. Tem a ver com a nossa música, não tem um compromisso tão grande com muitas coisas e assim permite muita gente entrar”. Remata Hélio: “E beber a muitos sítios”. Resta esperar para matar a curiosidade.

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