Passeio público marítimo reparado até a Páscoa

Obra de manutenção vai corrigir as deformações no pavimento

14 Fev 2018 / 02:00 H.

O passeio público marítimo entre a Formosa e os Socorridos vai ser alvo, muito em breve, de intervenção de reparação/manutenção do pavimento. O trabalho a realizar especialmente ao nível dos passadiços elevados de betão pré-fabricado, porque são os que apresentam algum desgaste, deverá ser concretizado ainda antes da Páscoa.

Esta é pelo menos a intenção do conselho de administração das Sociedades de Desenvolvimento da Região, manifestada ao DIÁRIO pelo seu presidente, António Abreu, que assume o desejo e a convicção de ter todo o pavimento deste passeio marítimo “regularizado até à Primavera”.

Por reconhecer que o mesmo carece de intervenção ao nível do pavimento, não apenas porque já apresenta algumas irregularidades decorrentes da degradação que começa a evidenciar-se nalguns locais, nomeadamente nas zonas de transição entre ‘tabuleiros’ mais expostas à acção da erosão marítima, mas também alguns buracos no passadiço provocados por uma derrocada ocorrida há poucos anos, António Abreu promete que “todos os buracos e as irregularidades devido ao desgaste no pavimento serão reparadas antes da Páscoa”.

Inaugurado no ano de 2004, este passeio pedonal à beira-mar, além de ser diariamente muito frequentado por inúmeros residentes e turistas, ao longo destes 13 anos de existência também já foi fustigado algumas vezes, quer pela fúria do mar, quando este se apresenta alteroso, quer pela queda de pedras, como se verificou num passado ainda recente no troço situado nas imediações do ribeiro da Vitória, atingido pelo desprendimento de parte do rochedo sobranceiro ao passeio público.

São essas marcas que ‘beliscam’ a normalidade ao longo dos cerca de 1.100m metros desta ‘promenade’ implantada na base inferior das escarpas ao longo da orla costeira entre a Praia Formosa e os Socorridos que a Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento, há um ano sob a liderança de António Abreu, quer ‘apagar’ o quanto antes.

O novo responsável pelo conselho de administração esteve no local a comprovar a necessidade de intervir nesta importante área de fruição pública. Por ser um equipamento normalmente utilizado por milhares de pessoas todos os dias, o gestor assume que a manutenção deste passeio marítimo está no topo das prioridades.

“Vamos reparar todos os buracos e regularizar o pavimento nos locais onde já apresenta algum desgaste, como é o caso dalgumas zonas de transição situada, ou seja, tudo o que está em cima do tabuleiro. Vamos também aproveitar esta intervenção para limpar a vegetação e algum material retido nas barreiras dinâmicas (rede de malha metálica colocada nalgumas zonas da escarpa). No fundo são trabalhos de manutenção que importa ser feito e que queremos tê-lo concretizado até o mês de Março”, apontou.

Recorde-se que ao longo da sua extensão, utilizaram-se quatro tipos de soluções estruturais na construção deste passeio público marítimo. O ‘pavimento térreo’ nos troços iniciais, procedendo-se somente ao saneamento do enrocamento existente até às cotas definidas. Na continuidade destes surgem os ‘passadiços elevados’ de betão pré-fabricado, que foi a solução encontrada por ser o processo mais rápido e económico face às dificuldades de trabalho no local e o elevado comprimento dos passadiços (aprox. 950m). Adoptou-se ainda uma solução de pilares e lajes tipo ‘TT’ pré-fabricados, ‘maciços’ ao longo do percurso em betão ciclópico e ‘plataformas elevadas amplas’, onde havia sido colocado um estrado de madeira.

Consequência da invasão do mar num dos temporais que ‘abafou’ as partes baixas deste passeio pedonal, nomeadamente defronte do Hotel Orca Praia, os estrados de madeira viriam a ser removidos, deixando o pavimento em betão.

Actualmente as maiores preocupações incidem na parte construída sobre pilares, por ser a zona mais exposta à erosão marítima e, por consequência, ser aquela que apresenta alguns sinais de degradação deste eixo pedonal. É precisamente com o intuito de corrigir as anomalias identificadas, que o responsável pelas Sociedades de Desenvolvimento deu ordem para que fosse elaborado um estudo e projecto de arquitectura com vista a regularizar os locais afectados de modo a assegurar a absoluta normalidade ao longo de todo o percurso.

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