Parques Empresariais cresceram 64%

Não há pavilhões para arrendar. A MPE vai construir mais 21 infra-estruturas num investimento de 3,3 milhões. São Vicente é o que menos adesão regista

18 Jan 2018 / 02:00 H.

À primeira vista parece difícil acreditar mas a Madeira Parques Empresariais (MPE) garante que nos últimos dois anos registou um aumento da procura pelos parques. E os dados parecem não enganar. O reflexo disso é o facto de ter passado de 137 espaços ocupados, em 2015, para 152, em 2016. Uma subida de “11% face ao ano anterior”. Não bastasse, em 2017, o crescimento foi de “63,8%”. Mas nem tudo são ‘rosas’. O parque de São Vicente continua a ser o pior de todos. Apenas dois contratos rubricados.

Ficou surpreendido? A MPE lembra que em alguns concelhos da Região, “as Câmaras Municipais, por solicitação da MPE, têm vindo a reduzir, ou mesmo a isentar as taxas camarárias referentes às construções edificadas no parque empresarial” da sua área geográfica e, de acordo com o Regulamento de Utilização e Frequência dos Parques Empresariais da MPE “está prevista a concessão de um período de carência de renda durante a fase de construção, a atribuir caso a caso”, o que representa, considera, “um grande incentivo à sua deslocalização para os parques e um grande apoio para o início de qualquer actividade”.

Pavilhões esgotados

Ao DIÁRIO a tutela frisa que embora os parques reunam algumas condições mais vantajosas, “temos vindo a assistir, ao longo do nosso percurso, a uma constante procura de espaços já construídos, que não impliquem grande investimento inicial por parte do empresário, havendo, mal se verifica a disponibilidade de algum espaço desta natureza, uma procura imediata por parte de outra empresa, não tendo a MPE, neste momento, qualquer pavilhão disponível para arrendar”.

Ora para colmatar esta necessidade, dentro de dois meses a MPE prevê construir mais 21 pavilhões na Camacha e em Câmara de Lobos. Um investimento de “3,3 milhões de euros”. Serão 15 no Parque Empresarial de Câmara de Lobos e 6 no Parque Empresarial da Camacha, prevendo-se o início da obra durante o mês de Março.

Entretanto se pensou que esta poderia ser a sua chance de arrendar algum, engane-se. A resposta da MPE é a seguinte: “Já foram formalizados acordos de reserva para a totalidade dos pavilhões a construir no Parque Empresarial da Camacha, estando previsto, para breve, a formalização sete acordos de reserva para os pavilhões a construir no Parque Empresarial de Câmara de Lobos”.

São Vicente pior; Cancela melhor

Neste momento estão em vigor para os diferentes parques 187 contratos firmados com 162 empresas que empregam um total de 1.507 trabalhadores. Em 2017 foram celebrados 17 novos contratos. Dos 187 contratos, 75 são na Cancela, dois em São Vicente, 16 no Porto Santo, 14 na Zona Oeste (Ponta do Sol), 5 em Santana, 9 na Ribeira Brava, 4 no Porto Moniz, 13 em Machico, 14 na Camacha, 10 na Calheta e, por último, 25 em Câmara de Lobos.

Por falar em criação de empresas, os dados mais recentes da Direcção Regional de Estatística revelam que, até final de Novembro de 2017, tinham sido criadas 899 empresas, ou seja, mais 21 que as registadas em todo o ano de 2016. A maior parte das quais, na área do alojamento, restauração e similares (213), comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis e motociclos (177), seguida das actividades de consultoria, científicas, técnicas e similares (131).

Os dados da DREM não nos permitem aferir, no conjunto das empresas criadas em 2017, quais as que, cumprindo os requisitos necessários e, portanto, podendo se instalar nos parques da MPE, não o fizeram.

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