ONU está preocupada com Venezuela e pede diálogo

16 Jul 2017 / 02:00 H.

As Nações Unidas (ONU) expressaram preocupação pela crise na Venezuela, onde, desde Abril, cerca de 1.500 pessoas ficaram feridas e pelo menos 93 morreram, no âmbito de protestos contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro.

Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu “paz e democracia na Venezuela”, sublinhando que uma solução para a atual crise deve ser encontrada apenas pelos venezuelanos. “A solução passa por um acordo, eleições e o respeito pelos direitos fundamentais e pelos poderes constitucionais”, disse Guterres, apelando ao diálogo entre o Governo e a oposição, para erradicar a violência e outros abusos, e preservar um caminho constitucional acordado. Segundo o secretário-geral da ONU, “não haverá uma solução se se pretender impor uma saída” à crise venezuelana.

O comunicado cita ainda declarações aos jornalistas, em Genebra, da porta-voz do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, Liz Throssel, que disse ter recebido informações de várias fontes de que membros das forças de segurança venezuelana “usam táticas repressivas, intimidação e incutem medo” para impedir os venezuelanos de se manifestarem e que “milhares de manifestantes foram presos arbitrariamente”.

Por outro lado, Throssel referiu a consulta simbólica que a oposição venezuelana realiza neste domingo e que inclui perguntas sobre se apoiam a Assembleia Constituinte convocada pelo Presidente Nicolás Maduro, para reescrever a Constituição venezuelana.

A porta-voz instou as autoridades venezuelanas a “respeitarem quem quiser participar na consulta e a garantir os direitos das pessoas à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica”.

Segundo a ONU, desde Janeiro de 2017 que 52 mil venezuelanos pediram asilo noutros países, um número superior aos 27 mil casos registados em 2016.