Onde é que já vimos este filme?

05 Fev 2018 / 02:00 H.

Os espectadores presentes na Ribeira Brava, casa emprestada do Câmara de Lobos, terão ficado com uma sensação de ‘déjà-vu’. A equipa de Luís Pestana até esteve em vantagem, mas voltou a tombar na segunda parte. A maior frescura e a capacidade física do Montalegre fizeram a diferença, nesta que tem sido uma película recorrente nos jogos em casa dos verde e amarelos.

A primeira cena deste filme parecia vaticinar melhor sorte para a equipa da casa, quando os criativos Ricardo Sousa e Huguinho gizaram um plano para invadir as redes contrárias, mas o remate de Célio foi um míssil sem pontaria.

Na melhor fase da época, com quatro vitórias nas últimas cinco partidas, a resposta do Montalegre não se fez esperar. Lourenço começou por testar os reflexos de Marco Jesus, que mostrou estar à altura com uma bela estirada.

Em toada de parada e resposta, Celso Sousa teve soberana ocasião a meio da primeira parte. Porém, na marcação de um livre no limite da área, o esférico passou a rasar o ferro.

Baba não quis ficar atrás e procurou subir a fasquia, quando fintou meia equipa e apareceu na cara de Marco Jesus. A sua intenção apenas esbarrou na defesa heróica do guardião da casa, que soube tapar a baliza com engenho. No minuto seguinte, Lourenço foi expedito a ganhar espaço no interior da área, mas voltou a ter o muro chamado Marco pela frente.

O intervalo chegava com a promessa de golos, que viriam mesmo a aparecer no segundo tempo, e primeiro para os locais. Tavares derrubou a acção promissora do recém-entrado Inácio Teles e a equipa de José Manuel acabou castigada com grande penalidade. Imune à pressão do momento, Celso Sousa atirou a contar. Bola para um lado, guarda-redes para o outro.

Embalado pela vantagem, o Câmara de Lobos até esteve perto de dilatar o resultado logo a seguir. Ricardo Sousa contemporizou e assistiu Huguinho, que atirou ao lado quando podia fazer bem melhor. Os dois virtuosos do costume uma vez mais a serem um ‘quebra-cabeças’ para os forasteiros.

Mas daqui para a frente acabou o ‘gás’ da formação madeirense. O Montalegre, dotado de atletas com melhores índices físicos, subiu as linhas e ‘abafou’ o Câmara de Lobos. E à terceira, foi de vez para Lourenço. O dianteiro driblou os adversários com maestria e atirou colocado de meia distância. Um remate ‘puxado’ sem hipóteses.

Quase de seguida, em jogada de insistência, Paulo Roberto consumou a reviravolta, naquela que foi a ‘machadada’ final nas intenções dos verde e amarelos.

No que restou de jogo, bastou à turma de Vila Real gerir as operações, sem ter que sofrer muito. Abalados pelo golpe, faltava esclarecimento e organização aos anfitriões. Além de que alguns dos jogadores câmara-lobenses terminaram mesmo em verdadeiro sofrimento.

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