Obras retomadas no pavilhão do Porto Moniz

Emanuel Câmara não poupa o Governo que lamenta declarações

19 Jun 2017 / 02:00 H.

As obras de beneficiação do gimnodesportivo Porto Moniz estão paradas. Ou melhor, estavam. Aquilo que seria uma curta remodelação de um pavilhão passou a ser uma autêntica dor de cabeça devido à formalização de uma queixa desencadeada por uma das empresas que perdeu o concurso público.

As críticas na localidade nortenha sucedem-se com protestos de atletas, alunos e encarregados de educação face aos atrasos que este impedimento pode causar, sobretudo por pensarem que a infra-estrutura não estará disponível no arranque do novo ano lectivo, como poderá obrigar a adiantamentos de jogos ou, na pior das hipóteses, à mudança de jogos para outro pavilhão. Uma situação que tanto dirigentes e atletas querem evitar.

O presidente da autarquia também sai a terreiro para acusar o Governo Regional de ser “incompetente” na resolução da empreitada. Emanuel Câmara não poupa nas palavras para apontar ao Executivo madeirense ter uma “incapacidade tremenda na conclusão de uma simples remodelação” e que segundo o edil “é revelador dos governantes que temos”.

O autarca socialista confirma ter sido abordado por munícipes que lhe transmitiram apreensão pelo facto de poder existir atrasos significativos que podem colocar em causa as actividades desportivas e ligadas ao ensino. “Lamentavelmente esta era uma situação evitável se o Governo Regional tivesse tido uma atitude responsável tomando precauções que antecipassem os constrangimentos. Mas não acautelou, quem vai pagar com isso são os porto-monicenses”, acrescenta.

O pior, frisa o edil, está na acentuada degradação do piso e outros materiais que podem aumentar a factura da empreitada: “Antes das obras arrancarem, chovia copiosamente no interior do pavilhão. O Governo tardou iniciar com os melhoramentos, apesar dos sucessivos alertas que a Câmara efectuou. Agora, que arrancaram com a empreitada, surge este problema que pode ajudar que o pavilhão fique ainda mais degradado, como impedido de ser usado por um período ainda mais alargado daquele que inicialmente estava definido. Ou seja, se antes tínhamos um problema, agora temos vários”, observa desagradado.

Ao DIÁRIO, Tiago Freitas do gabinete do secretario regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, confirmou que o concurso foi “alvo de contestação” por parte de uma firma concorrente, mas garantiu que hoje a empreitada recomeça a sua actividade ficando concluída antes da abertura do ano escolar. O adjunto de Sérgio Marques aproveitou para recriminar as declarações de Emanuel Câmara dizendo que “não são as mais adequadas para um presidente de autarquia” e que só as entende por estar em fase de pré-campanha eleitoral.

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