Notoriedade tripartida

Estudo de opinião revela que Paulo Cafôfo já vale mais do que Miguel Albuquerque. Mas Jardim ainda é quem mais ordena. Por pouco

02 Nov 2017 / 02:00 H.

Jardim sobreviveu à extinta ‘Renovação’ e, mesmo sem poder, continua a ser mais conhecido do que o actual líder do PSD-M e que o reeleito presidente da Câmara do Funchal.

Os quase 37 anos a presidir ao governo regional rendem a Jardim 24,4% das preferências dos inquiridos no estudo de opinião encomendado pelo DIÁRIO e pela TSF à Eurosondagem. ‘Qual é o político actualmente com maior notoriedade na Região?’ foi a pergunta e para 23,4% Paulo Cafôfo é o senhor que segue, pois apesar de ter menos tempo de exposição mediática já vale mais do que Miguel Albuquerque.

O líder do remodelado XII Governo Regional é o terceiro no capítulo da notoriedade com 22,7%. Ao aceder à pressão política alicerçada numa ameaça de congresso antecipado, caso não prescindisse de governantes que davam corpo à ruptura com o passado e ao dar ouvidos aos intermediários do jardinismo, viu-se ultrapassado não só pelo líder histórico, como pelo provável oponente, se as eleições regionais forem em 2019.

No ‘top 5’ dos notáveis, o líder do PS-M que hoje apresenta uma moção de censura ao governo surge em quarto lugar com 13,8% e Ricardo Vieira, que recentemente renunciou ao mandato de deputado com apelos a uma aliança dos que não se identificam com a ‘geringonça’, com 2,7%.

Cafôfo melhor no Funchal

A popularidade de Jardim é garantida sobretudo pelo eleitorado rural, já que nos 10 concelhos fora do Funchal obtém 29,1% das preferências, contra 19,5% de Paulo Cafôfo e 19,3% de Miguel Albuquerque. Carlos Pereira tem 13,8% a valorizá-lo e Ricardo Vieira 2,8%.

No Funchal a história é outra. O presidente da Câmara deixa Jardim a 10 pontos de diferença. O autarca tem 28,6% e o antigo chefe do executivo madeirense não passa dos 18,1%. O actual líder do Governo e do PSD-M é segundo da lista com 27,2%. O líder do PS-M tem 13,7% e o antigo líder do CDS é apreciado por 2,5%.

A questão sobre a notoriedade dos políticos foi feita no âmbito do estudo de opinião da Eurosondagem. Uma abordagem com cinco perguntas. No próximo sábado, divulgaremos a última das vertentes do estudo que serviu para medir quanto valem os partidos com assento parlamentar depois das Autárquicas, bem como as preferências em relação a diversos protagonistas e assuntos da vida política regional.

Já revelamos três aspectos do mesmo. No domingo passado, demos conta que se as próximas eleições Regionais fossem agora, o PSD não só perderia a maioria absoluta, como não conseguiria sobreviver no poder, tendo a menos de três pontos percentuais o PS.

Num contexto de viragem à esquerda, também foi referido que mais de um terço do eleitorado madeirense está disponível para alterar tendência de voto nas próximas eleições regionais.

Num olhar para a sempre atribulada vida no PS-M, noticiámos ainda que Carlos Pereira liderava preferências entre os inquiridos, com vantagem de 24 pontos percentuais sobre Emanuel Câmara.

Ficha técnica

Este estudo de opinião foi efectuado pela Eurosondagem, S.A., nos dias 22, 23 e 24 de Outubro de 2017, através de entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores seleccionados e supervisionados.

O universo é a população com 18 anos ou mais, residente na Região Autónoma da Madeira, e habitando em lares com telefone da rede fixa.

Foram efectuadas 1.169 tentativas de entrevistas e, destas 152 (13,0%) não aceitaram colaborar no Estudo de Opinião. Foram validadas 1.017 entrevistas.

A Amostra foi estratificada por Concelho do Funchal (43,0%) e Outros Concelhos (57,0%) e a escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 51,6%; Masculino – 48,4%), e no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 19,3%; dos 31 aos 59 – 48,7%; com 60 anos ou mais – 32,0%).

O erro máximo da amostra é de 3,07%, para um grau de probabilidade de 95%.

Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Lisboa, 25 de Outubro de 2017

O Responsável Técnico da Eurosondagem

Rui Oliveira Costa

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