Da Madeira para o Mundo

Liliana Taraban actua, no dia 1 de Abril, em Carnegie Hall, depois de ter sido distinguida num concurso internacional

14 Mar 2018 / 02:00 H.

Liliana Taraban tem apenas 15 anos e foi distinguida com a Menção Honrosa no concurso internacional ‘American Protégé International Piano and Strings Competition 2018’, que aconteceu em Nova Iorque, nos Estados Unidos. E, por isso, irá actuar, no dia 1 de Abril, no concerto dos vencedores, que se realiza em Carnegie Hall (no Weill Recital Hall), numa das mais famosas salas do Mundo, onde irá demonstrar o seu talento ao piano.

A jovem, que é filha de pais músicos, é estudante do Curso Profissional de Instrumentista de Cordas e Teclas, no Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira, e concorreu ao prestigiado concurso com alunos de escolas e adultos de 20 países, como EUA, Canadá, Costa Rica, Japão, Perú, Belize, Inglaterra, Suíça, Áustria, Portugal, Itália, Rússia, Azerbaijão, China, Coreia do Sul, Tailândia, Vietnam, Taiwan, Indonésia, Singapura e Austrália. Ao DIÁRIO disse que é com orgulho que irá representar a Madeira no evento, sendo esta uma forma de mostrar nos EUA o que se faz na Região ao nível da música.

“Este evento representa muito para mim, porque irei levar um pouco daquilo que é feito cá em termos musicais. O que é bom, mas não deixa de ser uma grande responsabilidade”, afirmou, não escondendo o nervosismo.

Dependendo das horas livres que tem no seu dia-a-dia, Liliana Taraban revelou que, normalmente, costuma ensaiar “entre três a cinco horas”. São muitas horas de trabalho diárias, mas tudo compensa na hora de subir ao palco e poder tocar para uma grande plateia. Na memória tem os espectáculos regionais onde já actuou, tendo o concerto com a Orquestra Académica, que se realizou no Teatro Municipal Baltazar Dias, sido o que mais marcou devido à sua dimensão.

“Já actuei no salão do Conservatório e no Hotel Porto Mare, mas o mais importante e o que mais me marcou foi o espectáculo realizado do Teatro com a Orquestra Académica”, realçou, dizendo que quando está no palco cria sempre uma empatia com o público, de forma a que haja uma envolvência mútua.

A jovem espera terminar o ensino secundário e ingressar no ensino superior para poder aperfeiçoar a sua técnica. Apesar de ainda não saber qual é o país que irá escolher, o certo é que pretende ir para o estrangeiro. “A minha irmã escolheu a Bélgica para estudar e ela está a gostar muito da escola e dos professores, mas não sei se é para lá que vou ou para outro país”, referiu.

A ‘respirar’ música desde os cinco anos de idade, a jovem foi ainda distinguida no concurso internacional ‘Santa Cecília’ (Porto, Portugal, 2014, 3.º prémio na categoria D) e ‘The Bradshaw & Buono International Piano Competition’ (Nova Iorque, Estados Unidos da América, 2017, Menção Honrosa).

Outras Notícias