“Não há vencedores antecipados e tudo é possível”

Lucília Sousa, candidata do PTP à presidência da Câmara Municipal de Machico

29 Set 2017 / 02:00 H.

Qual é o objectivo desta sua dupla candidatura, uma vez que além de candidata a presidente da Câmara, também concorre à Junta do Caniçal? Candidato-me pela primeira vez e como independente, porque fui convidada pelo PTP e porque acredito no Partido. Revejo-me no projecto político e nas ideias deste partido, por isso aceitei ser cabeça de lista e sinto-me honrada com este grande desafio, também porque acredito que posso representar os interesses dos machiquenses.

Nas últimas Autárquicas o PTP obteve neste concelho 278 votos. Está convicta que conseguirá melhor resultado ou mesmo vir a ser eleita? Não há vencedores à partida e tudo é possível em democracia. Em democracia pode acontecer o que às vezes acontece no futebol, por exemplo, onde equipas muito menos favoritas acabam por ganhar os chamados ‘grandes’. Nas eleições acontece o mesmo: não há vencedores antecipados e tudo é possível. Depende apenas da vontade do povo. No meu caso, estou preocupada é com o meu trabalho e como poderei servir as populações de Machico. Se as pessoas aceitarem o meu projecto, com certeza que fico satisfeita. Agora uma coisa é certa: qualquer candidato está apto a poder ganhar. Nós PTP estamos a trabalhar para isso, porque o nosso grande objectivo é ter voz em Machico. Mas para isso precisamos de eleger candidatos na vereação, na Assembleia Municipal e nas Juntas de Freguesia.

Está confiante que possa protagonizar essa surpresa que ambiciona? Como já disse, em democracia tudo é possível e não há vencedores nem vencidos à partida. Por isso não sei se vou ser eleita ou se vai haver ou não surpresas. Mas espero ser eleita...

E se não for eleita? Não deixa de ser sempre positivo se conseguirmos melhorar o resultado da última votação, porque de facto o resultado em 2013 foi de certa forma um fracasso. Por isso o nosso objectivo é sempre o de conseguir melhorar. Sabemos que o desafio de qualquer candidatura é combater a desertificação do concelho e criar mais postos de trabalho para fixar os nossos jovens no concelho, para evitar que continuem a ter de emigrar, o que acarreta consequências graves, porque a população que fica está a ficar idosa e isso traz ainda mais problemas.

Tem propostas nesse sentido? Tenho propostas e admito que todas as candidaturas também procurem remar no mesmo sentido, porque todas querem combater a desertificação do concelho. No nosso caso, temos uma equipa bem formada de homens e mulheres de todo o concelho, com pessoas de todas as classes trabalhadores, desde pescadores a agricultores, e julgo que é isso que também diferencia das outras candidaturas, sobretudo aquelas que só apostam nos doutorzinhos e engenheirinhos, mas a nossa não. Somos uma lista formada por pessoas do povo, da hotelaria, do comércio, funcionários públicos, tudo gente apta para defender os interesses dos machiquenses. E temos outro grande ponto positivo: temos uma mulher como candidata a presidente de Câmara, porque queremos um município para todos e não só para alguns, onde as pessoas sejam tratadas da mesma forma, com as mesmas oportunidades e com os mesmos direitos e deveres.

Que avaliação faz desta governação socialista no município? Desde o Padre Martins, Bernardo Martins, Emanuel Gomes, Eng.º Olim até ao actual Ricardo Franco, todos preocuparam-se apenas com a freguesia de Machico. Todas as outras são secundárias porque o resto é paisagem. Nós queremos inverter esta situação. Queremos olhar mais pelas outras freguesias. Veja-se o caso do Porto da Cruz que desde a intempérie de 2013 tem ainda muito por resolver. Queremos também olhar pelo bairro social de Água de Pena que está completamente ao abandono, temos o miradouro da Portela, o mais vistoso e o maior da Madeira que podia ser mais bem divulgado. A construção do aeroporto os melhores terrenos de Água de Pena foram usados e Machico nunca foi compensado por isso. A Matur foi destruída. Também não existe água de rega porque as levadas estão destruídas em água de Pena, Machico e Porto da Cruz. Existem sítios na zona alta do Porto da Cruz ainda sem água de rede. Há obras importantes que faltam fazer no concelho. Para mim o mais importante é o investimento nas populações porque são quem de facto mais precisa de ser auxiliado no seu dia-a-dia, desde os melhoramentos nas suas casas, nos apoios sociais, nos transportes. Enfim, tanta coisa.

Se for eleita tem soluções para estes problemas? Desde logo, baixar as taxas municipais para que as pessoas possam criar mais negócios e postos de trabalho. Também é preciso alterar o PDM em vez de obrigar as pessoas a sair do concelho para comprar casa. Nós queremos fixar as pessoas, nomeadamente os jovens. Temos que travar isto, nomeadamente alterando o PDM e fazendo muito mais porque há ainda muita coisa a fazer, sobretudo fora da cidade de Machico.

Outras Notícias