Museu dedicado a Max será realidade

Entre 2019 e 2020
a casa dedicada
ao artista será construída, garante albuquerque

21 Jan 2018 / 02:00 H.

A Madeira terá um museu que reunirá todo o espólio de Maximiano de Sousa. O anúncio foi feito por Miguel Albuquerque, que pretende incluir o projecto no âmbito das comemorações dos 600 anos da descoberta do arquipélago da Madeira.

“Não será aqui na Zona Velha, será num prédio na Rua da Conceição”, disse o presidente do Governo Regional, à margem das comemorações do centenário do artista madeirense, que decorreram ao longo de todo o dia de ontem, entre missa, deposição de flores, exposição e música.

Miguel Albuquerque considerou que “talvez entre 2019 e 2020” o museu esteja pronto, elogiando de seguida a obra deixada por Max. “Era um grande artista que ficará para sempre na história da arte e da Madeira”.

Esta foi de resto uma novidade que agradou, e muito, as três netas do versátil criador, que se deslocaram desde o continente em homenagem ao avô.

Grande exposição de rua

Teresa Nascimento e Sérgio Gomes foram as duas figuras por detrás da idealização e organização do centenário de Max, fruto de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido há vários anos.

Por iniciativa própria e procurando a colaboração de várias entidades, estas duas figuras têm em mente fazer um levantamento do espólio de um artista que “representa muito bem a identidade madeirense”, explica Teresa Nascimento, lançando uma ideia que pretende ver realizada o quanto antes.

“Queremos colocar uma grande exposição em plena rua, na Avenida Arriaga, num futuro próximo, de carácter biográfico, com uma selecção criteriosa, e com isso contaríamos a vida de Max”, adiantou a responsável. A próxima mostra decorre no Museu da Imprensa, em Câmara de Lobos, mas a intenção é tornar todo o espólio de Max itinerante, passando por toda a Região, questão que terá sempre de contar com apoio de algumas entidades.

‘Sandra & Ricardo’ presentes

Brindados pelo sol, o duo luso-venezuelano ‘Sandra & Ricardo’ voluntariou-se na parte da manhã a cantar alguns temas de Maximiano de Sousa, um artista que era muito respeitado além-fronteiras, numa altura em que “não haviam muitas redes de comunicação”, começou por referir Sandra.

“Desde que iniciámos a nossa carreira sempre acompanhamos o trabalho de Max. Incluímos sempre temas dele no nosso repertório, porque são canções bonitas e que devem ser divulgadas”, explicou Ricardo, por seu turno, evidenciando, contudo, que “cada artista tem a sua particularidade” e que enquanto dueto nunca tentaram “imitar” as obras musicas de Max.

“Ele semeou na música e na cultura o espólio da Madeira e acho que para todos nós é uma grande honra”, complementou Sandra, já depois de embalarem os presentes, junto ao busto de Maximiano de Sousa, com ‘Noites da Madeira’.

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