Museu da Paisagem por cá

‘Derrocada’ dá o mote para a apresentação do museu digital na Madeira

13 Jun 2018 / 02:00 H.

Parte da exposição ‘Derrocada’ de Martinho Mendes e Michal Krenz a próxima ‘Quintas na Quinta’, uma conversa a ter lugar amanhã, pelas 18 horas na Casa da Cultura de Santa Cruz - Quinta do Revoredo. Intitula-se ‘Um museu para ler a paisagem’ e conta com a presença de Duarte Belo, João Abreu e Matilde Reis, que vão dar a conhecer o projecto Museu da Paisagem.

O museu abre ao público na Primavera de 2019, é um museu digital dedicado à paisagem que tem como missão contribuir para a construção de uma cidadania paisagística, despertando nos cidadãos um sentido crítico e participativo sobre a paisagem, assume a direcção deste projecto. A conversa fará a ligação entre o conteúdo da exposição da autoria do artista plástico e do realizador, relacionada com os primórdios do povoamento da ilha, e questões como a permanente transformação do território, a preservação do património e os desafios que se colocam à sua protecção.

O Museu da Paisagem nasceu de um projecto de investigação de um conjunto de professores da Escola Superior de Comunicação Social liderado por João Abreu. A paisagem resulta da interacção permanente entre o homem e a natureza e este museu pretende ser “um agente activo nessa transformação, um mediador entre os cidadãos e a paisagem, a favor de paisagens vivas e saudáveis”.

O novo museu é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo programa Horizonte 2020, vai inaugurar com uma exposição dedicada ao Tejo, mas o objectivo é estender a abordagem a todo o território nacional. Nesta deslocação à Madeira, Duarte Belo, João Abreu e Matilde Reis vão olhar a paisagem precisamente a partir do trabalho realizado pelo artista plástico madeirense Martinho Mendes e pelo realizador e fotógrafo polaco Michał Krenz, uma instalação que se debruça sobre os vestígios arqueológicos do antigo Convento da Piedade de Santa Cruz combinada com fotos e um pequeno filme alusivo ao património. Inaugurada para celebrar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios e o Ano Europeu do Património Cultural, a exposição é um alerta para a preservação do património e dos vestígios arqueológicos.

Duarte Belo é autor de ‘Portugal Luz e Sombra - O País Depois de Orlando Ribeiro’. Esteve no ano passado a participar na Madeira no III Colóquio Insula, promovido pelo Centro de Investigação em Estudos Regionais e Locais com a exposição ‘Funchal: quantos nomes pode ter uma cidade?’. Formado em Arquitectura, Duarte Belo desenvolve trabalhos em fotografia, destacando-se o levantamento fotográfico sistemático das paisagens, das formas de povoamento e arquitecturas. Este levantamento passou também pela obra do arquitecto Rui Goes Ferreira, a quem a Porta33 dedicou uma exposição já este ano. Foi Duarte Belo quem fez o levantamento fotográfico para ‘Rui Goes Ferreira. Ensaios sobre uma obra interrompida. Madeira 1956-1978’.

João Abreu é outro dos convidados para a conversa. Licenciado em Design de Comunicação, doutorado em Ciências da Comunicação, é professor adjunto e Investigador na ESCS e trabalha desde 2000 as questões da comunicação nos museus e organizações culturais, enquanto designer e investigador. Actualmente está à frente do projecto do Museu da Paisagem.

Matilde Reis é designer multimédia, integra o projecto do novo Museu na produção de conteúdos audiovisuais e multimédia. Nos últimos anos tem explorado os media digitais como interface de mediação entre públicos e paisagens.

‘Um museu para ler a paisagem’ é uma conversa de participação livre.

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