Mulheres de família
foram vítimas dos homicídios deste ano

14 Ago 2017 / 02:00 H.

Com o assassinato de duas mulheres na madrugada de ontem em Santana, mãe e irmã do suspeito, sobe para seis o número de vítimas de homicídio na Madeira desde Janeiro deste ano.

Há traços comuns nestes crimes. Desde logo, todos os alegados autores do homicídio são homens. Depois, as vítimas são quase todas do sexo feminino e da família ou relacionamento dos suspeitos. A única excepção é o caso do homicídio do chefe dos carreiros do Monte, em que vítima e suspeito eram ambos do sexo masculino e colegas de trabalho, sem qualquer afinidade familiar entre si.

Os seis casos de morte por homicídio registados este ano não constituem um recorde regional, embora seja preciso recuar alguns anos para encontrar estatísticas mais altas relativamente a este crime. No entanto, é muito provável que a Madeira termine 2017 com uma das taxas de homicídio mais altas entre as várias regiões do país, tendo em conta a proporção do número de crimes por número de habitantes.

Com o assassinato de duas mulheres na madrugada de ontem em Santana, mãe e irmã do suspeito, sobe para seis o número de vítimas de homicídio na Madeira desde Janeiro deste ano.

Há traços comuns nestes crimes. Desde logo, todos os alegados autores do homicídio são homens. Depois, as vítimas são quase todas do sexo feminino e da família ou relacionamento dos suspeitos. A única excepção é o caso do homicídio do chefe dos carreiros do Monte, em que vítima e suspeito eram ambos do sexo masculino e colegas de trabalho, sem qualquer afinidade familiar entre si.

Os seis casos de morte por homicídio registados este ano não constituem um recorde regional, embora seja preciso recuar alguns anos para encontrar estatísticas mais altas relativamente a este crime. No entanto, é muito provável que a Madeira termine 2017 com uma das taxas de homicídio mais altas entre as várias regiões do país, tendo em conta a proporção do número de crimes por número de habitantes.

Chefe dos carreiros do Monte baleado

A 11 de Janeiro, o chefe dos carreiros do Monte, Norberto Gouveia, de 54 anos, morreu após ser atingido na cabeça, pescoço e coluna por seis tiros disparados por Leonel Correia, de 52 anos, um antigo funcionário. O crime assumiu a forma de uma execução e foi presenciado por várias pessoas. Conflitos laborais terão estado na origem do crime. O Ministério Público, coadjuvado pela PJ, já concluiu a investigação e imputou ao arguido a prática de um crime de homicídio qualificado e um crime de detenção ilegal de arma. O julgamento está agendado para Outubro.

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Esfaqueou a mãe no Arco da Calheta

A 26 de Março, uma mulher de 79 anos foi morta, alegadamente pelo próprio filho, com uma faca de cozinha, na casa da família, no Caminho da Fonte do Til, Arco da Calheta. O suspeito, de 45 anos, esteve emigrado em Londres e que tinha regressado recentemente à Madeira. Até a este crime, apenas eram conhecidos pequenos delitos no cadastro criminal do indivíduo, que supostamente era consumidor de haxixe. Sofria de epilepsia e deixou de tomar a medicação e começou a ingerir bebidas alcoólicas de forma descontrolada.

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Tirou a vida à tia por vingança

A 18 de Maio, em Machico, uma mulher de 66 anos foi esfaqueada até à morte, com uma faca de cozinha, pelo sobrinho, de 52 anos de idade. O suspeito morava paredes meias com a vítima, com quem tinha um longo historial de desentendimentos. Os vizinhos revelaram que as ameaças por parte do sobrinho eram uma constante e que inclusivamente chegou a urinar e a atirar fezes para o quintal da tia. A tia apresentou queixa-crime por mais tratos e o sobrinho foi mesmo condenado a pagar uma indemnização. Por alegada vingança, matou-a.

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Matou a ex-companheira em apartamento na Ajuda

A 15 de Abril, Valter Moreno, um empresário e ‘personal trainer’ de 43 anos, esfaqueou até à morte a sua ex-companheira, Ilídia Macedo, uma subdirectora da Loja do Cidadão, de 36 anos. O homicídio ocorreu durante a madrugada, no apartamento da vítima, na zona da Ajuda. O crime teve contornos macabros, já que o autor utilizou violência extrema e deixou uma mensagem numa das paredes escrita com sangue da vítima. Depois terá tentado colocar termo à própria vida e acabou baleado pela PSP.

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Matou mãe e irmã com tiros de caçadeira

Emiliano Martins, de 50 anos, é suspeito de ter disparado mortalmente com uma caçadeira contra a mãe de 73 anos e a irmã de 51 anos na sequência de alegadas divergências na casa da família, na madrugada de ontem, em Santana. O pai, de 78 anos, também foi atingido com tiros de caçadeira e foi transportado para o Hospital Dr. Nélio Mendonça em estado muito grave.

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Outros homicídios ‘célebres’ na história do crime na Madeira

Caso Padre Frederico

A 1 de Maio de 1992, o padre Frederico Cunha matou o jovem Luís Miguel Correia no Caniçal, a quem tinha dado boleia e após este resistir aos seus avanços para praticar actos sexuais. Foi condenado a 13 anos de prisão mas em 1998 aproveitou uma saída precária para o Brasil.

Caso da cilada na Camacha

A 19 de Julho de 2009, o empresário Bernardino Alves foi atraído a uma cilada na Camacha e morto, com pancadas de barrote na nuca, por dois irmãos brasileiros e o cabecilha, o empreiteiro Líbano Martins. Foram condenados a 25 anos de cadeia, mas Martins fugiu para Brasil.

Caso do ex-deputado

A 1 de Março de 2015, o ex-deputado do CDS Carlos Morgado foi morto num quarto da residencial Colombo, no Funchal. O crime foi cometido pelo casal Filipe Gil e Petra Tatiana, que pretendia roubar o dinheiro da vítima. O corpo foi esquartejado e enterrado num terreno.

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