Ministro alerta para novos erros no Subsídio de Mobilidade

“Há que atender bem às várias situações antes de efectuarmos as alterações”

Lisboa /
07 Nov 2017 / 02:00 H.

O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, Pedro Marques, alertou para a cautela de uma revisão de um novo modelo de subsídio de mobilidade justamente “para não acrescentar erros que nasceram mal e que foi da responsabilidade do governo anterior” e que estão em vigor. Pedro Marques respondia às interpelações dos três deputados madeirenses da bancada PSD, PS e BE, eleitos Assembleia da República sobre o OE para 2018, mostrando a sua apreensão para eventuais mexidas que causem maiores constrangimentos aos passageiros dos que já vigoram.

“Alterar de tal maneira que ponha mais em causa a mobilidade, nomeadamente os cidadãos da Região Autónoma da Madeira, parece-me preocupante. Há que atender bem às várias situações que temos de atender antes de efectuarmos as alterações”, expressou, tentando responder à interpelação dos deputados da Madeira, Paulo Neves do PSD, Paulino Ascensão do BE e Adelaide Ribeiro do PS, que aproveitaram a audição ao ministro do Planeamento e das Infraestruturas, sobre o OE para 2018, para questionar o ministro sobre o ponto da situação em relação às propostas de alteração ao subsidio social de mobilidade aérea para a Madeira que se encontram em discussão no grupo de trabalho do Parlamento.

A propósito, o governante socialista comparou o modelo dos Açores e da Madeira, referindo que ambos possuem “características diferentes, por isso, a ponderação no que se vá fazer no futuro deve ter isso em conta”, observou, frisando que as “precipitações numa matéria em que, manifestamente por responsabilidade de concepção do modelo, que alguns grupos parlamentares querem avançar precipitadamente com as alterações, não ajudam”, uma resposta entendida para os social-democratas que, por intermédio de Paulo Neves que criticara a “injustiça” do actual modelo, lembrando “os madeirenses estão fartos de adiantar dinheiro” quando essa competência cabe ao governo central.

Certo é que para o ministro de António Costa “o modelo de subsídio de mobilidade redundou em aumento de preços e não redundou em aumento de concorrência pelo menos na Região Autónoma da Madeira”, declarou, mostrando, contudo, abertura para “aprofundar a reflexão” na melhoria de regime que agrade todas as partes.

Pelo meio, Pedro Marques recordou as últimas declarações dos gestores da companhia aérea Easyjet, designadamente à ameaça de abandonarem a operação entre Funchal/Lisboa/Funchal às quais considerou “preocupantes sobre consequências de algumas propostas de alteração do modelo de subsídio de mobilidade”.

“Se aquele operador, naqueles termos, diz: com essas regras eu não vou. Acho que nós, no mínimo, temos, todos, considerar bem o que vamos fazer”, acentuou.

Paulino Ascensão do BE ainda quis saber quais os cenários que estavam em cima da mesa, se esta a ser equacionada a necessidade de voltar ao modelo de serviço público, definindo um caderno de encargo com regras para a companhia cumprir ou continuar com este modelo.

Já Adelaide Ribeiro não deixou passar em claro o regozijo do PS-M por ter verificado o “aumento significativo da verba destinada a assegurar a mobilidade aérea”, e não deixou de lançar ‘farpas’ à “desastrosa negociação entre o anterior governo de Passos Coelho e o actual executivo de Miguel Albuquerque”.