Menezes de Oliveira guarda candidatura

Estava tudo à espera que o autarca apresentasse a sua candidatura

19 Jun 2017 / 02:00 H.

Afinal não foi como estava previamente desenhado pela estrutura do PS-Madeira apresentar a candidatura de Filipe Menezes de Oliveira, uma situação que apanhou alguns apoiantes surpreendidos. Mas Menezes de Oliveira não apresentou por um motivo simples, aproveitando o momento para desdramatizar o episódio. “Quando e de que forma é que foram formalmente convocados [comunicação social] pela estrutura regional e nacional para esse efeito? Só pergunto isto: quando?”.

O candidato volta a minimizar aquilo que para alguns opositores é um claro sinal de dificuldade de organização e também de dificuldade de fecho da lista, mas o candidato nega: “Não depende só da vontade unilateral dos candidatos, depende da coordenação entre a estrutura nacional e regional”.

Ou seja, o que Filipe Menezes de Oliveira pretende, segundo algumas pessoas que lhe são próximas, garantem ao nosso jornal, é ter na apresentação da sua candidatura, que poderá acontecer “antes do final do mês”, um dirigente nacional do PS e ter também a seu lado o líder do PS-Madeira, de quem disse ter tido “muito apoio” político, mas para alguns correligionários socialistas não é tanto assim, até por recordarem que Menezes de Oliveira é mais próximo de Victor Freitas do que do actual presidente do PS-Madeira.

Uma demonstração de força e de união, uma palavra que no entanto tem sido bastante cara nas hostes socialistas do Porto Santo, sobretudo por se conhecer as profundas divergências entre Menezes de Oliveira e Luísa Mendonça, daí que seja natural que a histórica socialista não figure no quadro de candidatos que o autarca apresentará.

Seja como for, Menezes de Oliveira garante que não quer causar “alarme social” quando lhe questionamos se conta com os dois vereadores em exercício numa altura em que cresce dúvidas na continuidade de Emanuel Melim. “Estamos a tratar disso nos órgãos próprios. A seu tempo iremos informar a quem de direito as nossas escolhas e opções que são fruto de uma decisão unilateral do actual presidente mas de uma vontade do eleitorado, que são pessoas que saibam do estão a tratar e que o façam com a máxima diligencia e dignidade institucional”, adianta.

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