“Marítimo não tem plantel para a Europa”

13 Jan 2018 / 02:00 H.

Na abordagem ao jogo desta tarde, frente ao Paços de Ferreira, Daniel Ramos abordou a qualidade do plantel que orienta. Ou a falta dela.

Pouco se falou do jogo. O treinador do Marítimo mostrou-se agastado com as análises e críticas feitas à produção da equipa que, como os números atestam, acabou a primeira volta na quinta posição da tabela classificativa. “Que vale o Marítimo neste momento, que plantel tem o Marítimo para atingir os objectivos a que se propôs? A resposta é muito simples. O Marítimo tem um plantel para atingir a manutenção, ponto final”, perguntou e respondeu Daniel Ramos de forma contundente.

Prosseguindo o seu raciocínio, o técnico verde-rubro assegurou não ter “o Marítimo plantel para atingir uma prova europeia”, sublinhando que vai a equipa que orienta lutar pela “manutenção o mais rápido possível e depois pela melhor classificação que nos seja permitido alcançar”, afiançando, contudo, que estas premissas não retiram ambição ao grupo de trabalho. “Mas não nos coloquem o rótulo de candidato à Europa e de equipa obrigada a fazer tanto quanto outras que estão com ambições europeias”, diz

“Não estamos nesse patamar. Também gostaria de ter o plantel de outros e gostaria de ter a possibilidade de contratar, como os outros têm. Mas o Marítimo está numa outra realidade e o próprio presidente tem dito que os reforços estão na formação e isso eu tenho feito com o Diney, Cristiano Gomes, Nanu e Filipe Oliveira, num processo que não tem sido devidamente valorizado”, considera.

“Temos reforços? Para quando?”

Daniel Ramos foi mais longe: “Temos jogadores novos a chegar. São reforços? São para já, para Fevereiro, para Março ou para o final da época? Uma coisa é contratar jogadores que estão a jogar e que têm ritmo competitivo, que são reforços imediatos. Outra coisa é receber jogadores que não são reforços, mas são aos olhos de todos. Reforços são aqueles que jogam logo e acrescentam mais valor ao plantel e à equipa. Espero que ainda venha a ter reforços, que tornem a equipa mais competitiva, quer através de novos jogadores quer através da recuperação daqueles que estão lesionados”, sustenta o técnico que, com tudo isto, tem a convicção de “estar a fazer um grande trabalho e digo isto com orgulho, com uma grande valorização de jogadores que permitiu ao clube ter tirado dividendo dessas mais valias”.

Daniel Ramos não entende isto como uma crítica à estrutura directiva do clube, que “está em sintonia connosco, mas sim àqueles que exigem mais a um plantel que perdeu as mais valias”, conclui o treinador do Marítimo.