Mais de 6 mil rendidos

“Quando a qualidade é de topo as pessoas rendem-se e ficam fascinadas”

17 Jul 2017 / 02:00 H.

Uma máquina bem oleada que proporcionou um festival perfeito. Este poderia ser o resumo do balanço feito pelo director artístico do Funchal Jazz Festival ao DIÁRIO. Paulo Barbosa não escondia o orgulho de ter estado à frente de uma equipa que levou ao Parque de Santa Catarina, nos dias 13, 14 e 15 de Julho, seis concertos que encheram o recinto.

Embora ainda sem números oficiais, a organização não escondeu que este poderá ser considerado “a melhor edição de sempre do Funchal Jazz”. Com os números provisórios a rondar os seis mil espectadores, o Funchal começa a fazer-se notar como uma das capitais do Jazz em Portugal.

Ainda falando de números, cerca de 25% daqueles que se deslocaram ao recinto eram estrangeiros. Esta filosofia é algo que deverá ser fomentando, marcando ainda mais uma posição deste festival em solo madeirense.

Paulo Barbosa assumiu que “correu tudo bem” e referiu que a equipa está muito satisfeita. “Sinceramente, mesmo com grandes nomes que conseguimos trazer em anos anteriores, este foi o festival em que tudo foi perfeito”, afirmou.

Em termos musicais, as expectativas foram superada, bem como em questões de audiência, sendo que a última noite, que contou com o trio de Bill Frisell e o quarteto de Charles Lloyd, terá sido a que mais gente levou ao parque.

“No último dia em particular, eu vivi o melhor concerto da minha vida”, assumiu o director artístico.

Rudy Royston Orion Trio e João Barradas Directions foram nomes em destaque nesta edição de um festival que envolve diversas componente. Na ‘antevisão’ deste festival, Paulo Barbosa confessava ao DIÁRIO que o programa poderia enfrentar alguns riscos, nomeadamente a presença de nomes com sonoridades ‘menos conhecidas’. Contudo, apesar dessa nuance, a verdade é que os concertos “mais difíceis em termos de acessibilidade ao público” foram dos que mais conquistaram.

Aliás, o director confessa que um dos concertos que à partida deveria conquistar a plateia de imediato foi aquele que levou à demonstração de menos entusiasmo, pelo menos de forma visível.

“No caso do primeiro dia, com os Saxophone Summit, cuja música não é fácil foi luta ganha”, disse, acrescentando que “quando a qualidade é de topo as pessoas rendem-se e ficam fascinadas”.

Questionado sobre o facto do jazz estar a ganhar o seu espaço no Funchal, Paulo Barbosa não hesitou em referir que “está ganho”. “Estas três noites confirmam isso”, assume.

Em jeito de conclusão, Paulo Barbosa fez questão de referir que, num festival como o Funchal Jazz, em que o director artístico tem um papel tão interventivo, mas que consegue assistir aos concertos sem ter que lidar com outros problemas, demonstra que a equipa esteve à altura do que era exigido, superando as metas traçadas. O evento conta com uma organização que tem que lidar com as questões de palco, mas também de alojamento e alimentação, questões que não colocaram qualquer problema ao longo dos três dias de concerto no Parque de Santa Catarina, bem no coração do Funchal.

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