Madeirenses pedalam rumo ao Mundial

13 Jun 2018 / 02:00 H.

Dois madeirenses emigrados no Reino Unido percorreram 2.400 quilómetros de bicicleta por caminhos sinuosos de Inglaterra até Kratovo, para cumprir o “sonho” de conhecer e “inspirar” a selecção de futebol que vai disputar o Mundial.

“Somos um exemplo de superação, pois já conseguimos ultrapassar isto. Fazer 2.400 quilómetros, em média de 170 quilómetros por dia, já fizemos muito. Estou muito satisfeito. Já não consigo sentir as mãos e outras partes, mas valeu a pena”, garantiu Miguel Silva, aliviado pelo fim da jornada.

O adepto natural da Ribeira Brava, de 34 anos, conta como nasceu esta “aventura épica”: “A ideia surgiu instantaneamente, a caminho do trabalho. Viemos até aqui como o slogan da selecção, para ‘conquistar o sonho’. O objectivo era mesmo ver a selecção. Isso já é realização de um sonho”.

André Pestana, seu companheiro de desafio, de 25 anos, realçou o “gosto pela aventura, bem como pelo desporto, principalmente futebol e bicicletas” como condição prévia ao repto que abraçaram.

Tudo começou com travessia de barco até Dunquerque, França, país que já viu as bicicletas no asfalto rumo à Bélgica, seguindo-se pedaladas pela Holanda, Alemanha, Polónia, Lituânia, Letónia e Rússia. “O mais complicado? Talvez os percursos de terra. O GPS Mandava-nos por caminhos de areia e terra e quase não conseguíamos pedalar. E passamos por lugares obscuros. Olhávamos para o lado a ver se éramos assaltados...”, prosseguiu, com sorridente ar de alívio. A dupla admitiu que no início do plano nem saber sabia bem “quantos quilómetros eram”, pelo que após este esforço sobre-humano de 14 dias, “sem descanso”, já nem querem ouvir falar das companheiras de viagem, de duas rodas.

Estes lusitanos afiançam que “todos os jogadores são especiais”, porém admitem que conhecer o conterrâneo Cristiano Ronaldo foi a “motivação principal”. “É o mais completo e melhor jogador de sempre”, justificam-se.

Aos que pensam aventurar-se por ideia semelhante, aconselham a que “treinem mais” do que eles fizeram, pois advertem para a exigência física do que se propuseram, em nome do amor à selecção e a Portugal. “Se formos à final, o mínimo que esperamos é um bilhete para o jogo”, concluem, em divertida ‘pressão’ ao elemento do staff da federação que acompanhava a entrevista.

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