Madeirense com acórdão adiado em Portimão

13 Jun 2018 / 02:00 H.

O Tribunal de Portimão adiou para a quinta-feira da próxima semana a leitura do acórdão do julgamento de Cláudio Gouveia, o madeirense acusado de ter ordenado um ataque com ácido à ex-namorada, perto da localidade de Alvor. A leitura do acórdão estava agendada para ontem, mas foi adiada devido à alteração da qualificação jurídica dos factos, o que desde logo indicia uma condenação. Entretanto, o colectivo de juízes deferiu o prazo para as alegações da defesa, indicou à agência Lusa fonte judicial.

Asssim, a leitura do acórdão do julgamento de Cláudio Gouveia ficou marcada para dia 21 de Junho, às 13h30. O arguido, que se encontra em prisão preventiva, está acusado dos crimes de violência doméstica e de homicídio qualificado na forma tentada.

Nas alegações finais, o Ministério Público (MP) pediu a pena máxima de prisão - 25 anos - para Cláudio Gouveia, de 34 anos. De acordo com o MP, o madeirense arquitectou um plano cruel e macabro contra a ex-namorada, Eleanor Chessell, uma cidadã britânica de 29 anos, provocando-lhe queimaduras em cerca de 60% do corpo, dois meses depois de terem terminado a relação de dois anos. Após a separação, a funcionária do operador turístico TUI mudou-se para o Algarve.

O MP considerou que o arguido viajou da Madeira para o Algarve com um cúmplice, o também madeirense Edmundo Fonseca, alegado autor do ataque, depois de ter planeado um encontro com a vítima através de uma rede social, na qual se apresentou com um perfil falso. O alegado autor do ataque, também em prisão preventiva, está acusado pelo crime de homicídio qualificado na forma tentada e vai ser julgado num processo separado, já que o tribunal não o conseguiu notificá-lo a tempo.

O caso remonta a 6 de Maio de 2017, quando a britânica Eleanor Chessell foi atacada com ácido na via pública, perto do Alvor, no concelho de Portimão, local marcado para o encontro com os autores do crime. Segundo a acusação, a polícia teria sido informada das constantes ameaças à vítima, feitas através de mensagens. Numa delas o arguido dizia que lhe ia “queimar a cara”. Após o ataque, foi apagado o perfil falso da rede social.

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