“Madeira parece estar melhor preparada”

Peritos em protecção Civil da Áustria tomam boa nota da acção nas ribeiras

21 Mar 2017 / 02:00 H.

Um grupo de sete peritos em protecção civil austríacos está na Madeira durante esta semana para avaliar as medidas que a Região Autónoma tem tomado para prevenir desastres naturais como os do 20 de Fevereiro de 2010.

Embora reconheça como natural e quase impossível de prever esse tipo de ocorrências, um dos responsáveis do grupo, membro do gabinete do Ministério do Interior da Áustria, Michael Felfernig, destacou que pelas fotografias que viu do antes e do depois nas ribeiras, sobretudo do Funchal, conseguiu ver grandes diferenças e, sobretudo, acredita que a Região está hoje melhor preparada para o impacto desses eventos.

O grupo esteve ontem a fazer visitas a algumas ribeiras do Funchal, nomeadamente nas intervenções que o Governo Regional da Madeira tem levado a cabo. O responsável diz acreditar que se fosse hoje, a aluvião que se abateu sobre a ilha teria menores consequências. “Foi dado um enorme passo em frente desde 2010”, garantiu. “Comparar o que havia antes e o que há hoje, se acontecesse hoje, acredito que os efeitos seriam menores”.

Rubina Leal, secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais, que tem a tutela da Protecção Civil, esteve com o grupo na visita aos açudes na ribeira de São João (na Ribeira Grande de Santo António), juntamente com o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, Sérgio Marques, que tem a tutela das obras públicas.

A governante frisou que é importante a troca de conhecimentos e experiências, que é para isso que serve esta visita, num “projecto que vem desde Março do ano passado” (após visita à Áustria). E acrescenta: “Há semelhanças entre a Áustria, nomeadamente a região do Tirol [abrange mais três países - Alemanha, Itália e Suíça], e a nossa região, servindo para que aprendamos uns com os outros”, disse.

Além da questão das ribeiras, há outros assuntos na agenda dos peritos como as linhas de água, a protecção civil, o Laboratório Regional de Engenharia Civil, a responsável governativa acredita que “os ensinamentos serão conhecidos no final da semana com a apresentação de um relatório” do que verificam no terreno. “Mais do que o nosso desenvolvimento, o Governo regional está empenhado em ter uma região segura e com todas as condições para aqueles que cá vivem, bem como para os que nos visitam”, concluiu.

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