Madeira oferece ajuda para o que for preciso

Pela secretária regional que tutela a protecção civil e pelo presidente da CMF

19 Jun 2017 / 02:00 H.

Tanto o Governo Regional da Madeira como a maior autarquia da Região, o Funchal, além de se mostrarem solidários com as vítimas, deixaram clara a responsáveis nacionais a sua disponibilidade para ajudar, com meios humanos se preciso for, no combate aos incêndios que assolam o continente, nomeadamente após o ocorrido na região de Leiria.

Rubina Leal, secretária regional para a Inclusão e Assuntos Sociais, que tutela a área da protecção civil regional, bem como Paulo Cafôfo, presidente da Câmara do Funchal, que também tutela a protecção civil municipal, garantiram ao DIÁRIO terem expressado tal vontade a diferentes entidades.

“Temos que estar solidários porque isto ultrapassou a normalidade e, de facto, a Madeira tem de estar toda solidária com esta tragédia”, disse a governante. “Uma situação anómala que aconteceu e, embora não estejamos a acompanhar a situação no terreno, o que já expressei ao secretário de Estado da Administração Interna a nossa solidariedade”, disse.

A reunião de coordenação da protecção Civil regional que ocorre esta semana (tal como em todas as outras), vai servir para analisar a situação e os meios disponíveis que, caso sejam precisos, serão mobilizados para o terreno. “É preciso não esquecer que recebemos muitos apoios da sociedade civil portuguesa, estamos muito agradecidos e queremos contribuir para apoiar no que for preciso”.

Recorde-se que aquando dos últimos incêndios que assolaram sobretudo o Funchal e a Calheta, dezenas de elementos da Força Aérea, GNR e Bombeiros foram enviados em socorro aos efectivos regionais.

Paulo Cafôfo, autarca funchalense, destacou precisamente essa ajuda quando a Madeira mais precisou para garantir ter disponibilizado meios do município, caso sejam requeridos. Mesmo num momento que acompanho com “muita dor e sofrimento” esta tragédia nacional e apesar deste mar todo que nos separa, “não podia deixar de prestar solidariedade, estamos juntos neste momento de aflição e fazer da união a força para superar esta situação”, frisou.

“É difícil qualificar uma tragédia desta dimensão, com tanta gente que deixou amigos e familiares em sofrimento desta forma”, desabafou. “Contactei a ministra da Administração Interna disponibilizando todo o apoio necessário que considerar útil, não só para combater os fogos, mas ajuda posterior, inclusive com ajuda de uma equipa para poder colaborar com as forças de socorro”, garantiu, frisando que vários elementos dos sapadores do Funchal contactaram-no para serem voluntários numa missão de apoio. “É nestes momentos que se vê o carácter das pessoas”.

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