Madeira, Lisboa e Algarve têm falta de médicos de família

20 Mai 2017 / 02:00 H.

Madeira, Lisboa e Algarve são as três regiões do país, onde há falta de médicos de família. A constatação de Rui Nóbrega, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, que afirmou que ainda existe uma “cobertura insuficiente”, mas espera que, no futuro, a problemática esteja resolvida, até porque têm sido formados novos médicos.

“Infelizmente temos ainda uma população a descoberto, isto é, na média nacional é razoável, mas temos algumas assimetrias e a Madeira é uma das regiões, onde há mais falta de médicos de família. Faltam médicos de família na Madeira, no Algarve e em Lisboa, porque estas foram as três regiões onde aumentou muito a população nos últimos 10 anos sem que tivesse aumentado o número de médicos de família”, explicou ontem, na sessão solene do Dia Mundial do Médico de Família, que se realizou, no Colégio dos Jesuítas.

Já Pedro Ramos, secretário regional da Saúde, disse que, no futuro, poderão haver 16 novos médicos de Medicina Geral e Familiar a trabalhar na Madeira, indo ao encontro daquilo que foi estipulado pelo Governo Regional até 2019, que é uma cobertura ao nível dos 80%. O governante referiu ainda que caso sejam contratados uma média de 10 médicos por ano, a Região terá, “dentro de três a cinco anos”, uma cobertura “dentro daquilo que é considerado totalmente aceitável”. Ou seja, “entre 90 a 100%”.

O secretário regional da Saúde aproveitou a ocasião para referir que os médicos de família têm um papel importante na promoção da saúde e na prevenção da doença, tendo frisado o facto de ser fundamental, entre outras situações, “prevenir as quedas” junto das camadas mais idosas da população.

“Queremos prevenir as quedas e evitar as complicações dessas mesmas quedas, porque é mais fácil prevenir do que depois tratar, tendo em conta que as intervenções cirúrgicas são muito onorosas”, afirmou.

Porque a cooperação é importante, Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, salientou o facto de ser fulcral haver uma parceria entre a autarquia funchalense e o Governo Regional, sobretudo no que diz respeito às Unidades de Saúde Familiar.

“As autarquias não têm os recursos humanos, têm por vezes os espaços e também técnicos não na área da medicina e da enfermagem, mas nestas Unidades de Saúde Familiar são formadas equipas multidisciplinares e é aí que, se calhar, devíamos intervir em articulação com o Governo”, rematou.

Refira-se que a iniciativa contou com alguns momentos musicais e a projecção de vídeos sobre as actividades do Dia do Médico de Família, num evento que decorreu ao longo do dia com diversas iniciativas, em sítios diferentes, incluindo uma caminhada ‘Vencer o Sedentarismo... Adeus Depressão’.

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