Lusodescendente

Devin Nunes preside à comissão dos serviços de informações do Congresso dos EUA. Hoje ouve o director do FBI

EUA /
20 Mar 2017 / 02:00 H.

O lusodescendente Devin Nunes viverá mais um momento de tensão entre a sua lealdade ao Presidente norte-americano e o compromisso com uma investigação exaustiva e equilibrada sobre ligações à Rússia e a escutas a Trump.

A comissão dos serviços de informações do Congresso norte-americano, presidida por Nunes, ouve hoje o director do FBI, James Comey, sobre supostas ligações da equipa do presidente dos EUA a Moscovo e sobre a alegação de Trump de que foi escutado por ordem de Barack Obama.

Devin Nunes, 43 anos, é um lusodescendente de terceira geração. Foi eleito pelo Partido Republicano por um distrito da Califórnia desde 2003, quando se tornou um dos mais jovens congressistas de sempre.

O congressista “tem uma linha directa para Trump”, destacou o portal da Internet Político, que o colocou na lista dos 30 mais poderosos de Washington.

O neto de açorianos “tem alinhado com Trump em relação ao ‘hacking’ russo, dizendo publicamente que não havia evidência de que o Kremlin tinha tentado influenciar a eleição de 2016”.

A audição do director do FBI, que arranca esta segunda-feira, deverá ser seguida com atenção em Washington.

Pai de três filhas pequenas, em jovem guardava rebanhos e poupou dinheiro para comprar terrenos com o seu irmão. Estudou agricultura e mantém-se ligado ao sector.