Levada do Norte leva quatro milhões à ARM

28 Dez 2017 / 02:00 H.

Já está a concurso. A ARM propõe-se investir quatro milhões de euros na recuperação do lanço Sul da levada do Norte. A entidade gestora do sector das águas na Madeira já lançou o concurso público internacional para selecionar a entidade a contratar.

Em causa está a “recuperação da Levada do Norte - Lanço Sul - PK9+500 ao PK34+500 (...), assente, em síntese, nos seguintes trabalhos: a) Reabilitação de troços de levada localizados no Lanço Sul da Levada do Norte. Para além da melhoria do revestimento do canal, esta reabilitação inclui a recuperação / reparação de caixas divisórias de caudais, tomadas de água, passagens hidráulicas, travessias, descarregadores de superfície e descargas de fundo; b) Recuperação da instalação de apoio à exploração da Levada - Casa de Abrigo da Eira do Mourão.”

Pela obra, a ARM propõe-se pagar até quatro milhões de euros – valor base do concurso, que serão acrescidos do valor do IVA, devendo a intervenção ser realizada em praticamente dois anos.

A recuperação do lanço Sul da Levada do Norte tem sido muito falada nos últimos meses, tanto social como politicamente. Tudo porque está prevista a construção de um túnel na zona do Espigão, que é visto como uma ameaça à disponibilidade de água aos proprietários de terrenos nos sítios de São Paulo, Eira do Mourão, Espigão, Fontes e Ribeira Funda, no concelho da Ribeira Brava.

Numa primeira fase, a secretária coma tutela do ambiente, Susana Prada, foi ao terreno dar a garantia de que a intervenção não iria causar problemas aos agricultores e que a ARM dava garantias de continuação da disponibilidade das águas. Mas, perante a repercussão pública do descontentamento popular, Miguel Albuquerque interveio e mandou reformular o projecto do túnel hidráulico do Espigão, tal como noticiámos no dia 25 de Novembro.

A levada do Norte é segunda maior da Madeira e, de acordo com os dados disponibilizados pela ARM, a recuperação em causa vai beneficiar 9.038 regantes entre Ribeira Brava e Câmara de Lobos, numa área agrícola de 840 hectares.

O concurso público para a intervenção está aberto por 90 dias e tem como critério de adjudicação o mais baixo preço. No anúncio de abertura do concurso não constam factores de desempate.

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