Lesões graves atrapalham objectivos

união não poderá contar com cinco jogadores no jogo de domingo com o varzim

09 Nov 2017 / 02:00 H.

A época do União em termos clínicos tem sido extremamente angustiante. Neste momento, há quatro jogadores que se debatem com lesões graves e que só voltarão a competir em 2018.

Se os casos de Danilo Dias, Betinho e Mica Silva já eram conhecidos, esta semana o União confirmou que Laércio Morais contraiu uma rotura muscular no gémeo da perna esquerda, no jogo do passado domingo, contra o FC Porto B, e que estará fora de competição durante pelo menos cinco semanas.

Confirmam-se, assim, quatro baixas para o jogo de domingo, com o Varzim, na Póvoa, antecipado da 18.ª jornada da II Liga, às quais se junta Petar Orlandic, que foi expulso no último encontro e terá, por isso, de cumprir castigo.

Juntemos a este cenário a rescisão de contrato de Hidélvis com o União - o central cabo-verdiano alegou problemas pessoais para deixar a Madeira - e o facto de Aleff Nunes e Christophe Nduwarugira ainda não estarem nas melhores condições físicas, pois vêm de lesões complicadas.

Ainda assim, no plantel unionista há soluções: 21 ao todo, para o jogo com o Varzim. Mas não deixa de ser também uma realidade que muitas das estrelas estão de fora e que esse facto atrapalha a persecução de objectivos e limita o horizonte.

À procura de parceiro económico

A um outro nível, refira-se que, tal como anunciou o presidente da colectividade no almoço comemorativo do 104.º aniversário, o União está no terreno à procura de um “parceiro económico para outros voos”, que visam sustentar o projecto. Mas até o conseguirem, os unionistas desafiam o Governo a criar “condições mínimas de apoio ao desporto de formação para que os clubes possam desenvolver-se num quadro de estabilidade, mormente na criação de tarifas especiais de consumo de água, luz, gás e combustíveis”.

“Deixo este repto/desafio, ao poder político, para que em conjunto, quer autárquico, quer executivo governamental, possa encontrar soluções para proporcionar aos clubes o seu desenvolvimento sustentado e sem sobressaltos”, vincou Filipe Silva, no discurso, sublinhando que o Governo Regional “sem atribuir mais dinheiro, estará a contribuir para a criação de condições favoráveis à estabilidade dos clubes”.