Lendários Saxophone Summit vêm ao Funchal Jazz Festival’17

Joe Lovano, David Liebman, Greg Osby e outros compõem o influente colectivo que integra o cartaz da edição deste ano

21 Abr 2017 / 02:00 H.

É mais um nome mundial de peso a integrar o cartaz do próximo Funchal Jazz Festival, cuja edição de 2017 está marcada para os dias 13, 14 e 15 de Julho no Parque de Santa Catarina, com direcção artística de Paulo Barbosa.

Ora, depois dos já anunciados Charles Lloyd (lenda multipremiada do jazz que toca saxofone há 70 anos), Rudy Royston Orion Trio (marcante grupo oriundo dos Estados Unidos da América), Bill Frisell Trio (com Tony Scherr e Tony Wollesen), o sexteto de João Barradas (com destaque para Greg Osby) e ainda o Alexandre Coelho Quartet nas ‘jam sessions’ do Scat, eis que o Funchal Jazz Festival’17 vai contar com a presença do impactante colectivo Saxophone Summit.

Criado a partir da vontade de celebrar o espírito do mítico John Coltrane, juntamente com nova música pelos seus membros, o Saxophone Summit tem na sua linha da frente três dos mais elevados representantes da família dos saxofones: Joe Lovano (sax tenor), David Liebman (sax soprano) e Greg Osby (sax alto), tendo este último sucedido Ravi Coltrane, que havia substituído Michael Brecker após a sua morte.

Diz a organização do Funchal Jazz que “a secção rítmica é um verdadeiro portento cuja acção acusa mais a experiência do que a idade dos seus constituintes”, nomeadamente o contrabaixista Cecil McBee (82 anos), o baterista Billy Hart (77 anos) e o “jovem” pianista Phil Markowitz (65 anos).

E será esta formação musical que vai ver e ouvir ao vivo no Funchal Jazz Festival’17, no dia 13 de Fulho, quinta feira, pelas 23 horas.

Músicos de renome

“Joe Lovano, que esteve presente com o seu quarteto clássico na edição de 2015 do Funchal Jazz, é, simplesmente, o mais reconhecido e galardoado saxofonista da actualidade e um improvisador sem par, com uma aura que dele faz uma espécie de ‘Papa’ do jazz”, destacam os organizadores.

Já David Liebman, tendo gravado mais de uma centena de álbuns em seu nome, “rivaliza apenas com Wayne Shorter como o mais premiado saxofonista soprano da actualidade, para além de ser uma figura maior no ensino do jazz nos EUA, designadamente pelo seu papel na International Association of Schools of Jazz, da qual é fundador e director artístico”.

Sobre Greg Osby refira-se que o músico se assume, desde sempre, como “um caçador de talentos e produtor tão formidável quanto os seus dotes como saxofonista e improvisador, primeiro para a Blue Note (fase na qual há que destacar a descoberta de Jason Moran) e presentemente para a sua própria editora, a Inner Circle Music, através da qual tem dado a conhecer ao mundo variadíssimos jovens talentos dos mais diferentes cantos do globo, de entre os quais o acordeonista João Barradas é um dos seus mais recentes ‘protégés’”.

Depois, uma nota de destaque igualmente para o contrabaixista Cecil McBee, outros dos integrantes do Saxophone Summit, que gravou, entre muitos outros, com Wayne Shorter, Freddie Hubbard, Jackie McLean, Yusef Lateef, Pharoah Sanders, Sam Rivers e Andrew Hill, tendo integrado, juntamente com Keith Jarrett e Jack DeJohnette, o famoso quarteto de Charles Lloyd de 1966-67”. Tem, desde então, mantido uma actividade ininterrupta, como líder ou como ‘sideman’, “ao longo de mais de seis décadas”, salienta a organização do festival.

Realce ainda para Billy Hart que foi o baterista de gigantes como Jimmy Smith (1964-66), Wes Montgomery (1966-68), Herbie Hancock (1969-73), Miles Davis (1972), McCoy Tyner (1973-74) e Stan Getz (1974-77). Ao longo da década de ’80, integrou o quarteto Quest (com David Liebman), tendo, desde então, gravado cerca de uma dezena e meia de álbuns como líder.

Finalmente, Phil Markowitz, fiel parceiro de Toots Thielemans, Chet Baker, Bob Mintzer e David Liebman, “é, para além de um dotadíssimo pianista, um compositor extremamente criativo e um pedagogo de referência na Manhattan School of Music”.