9 mil dinamarqueses já passaram pelo Porto Santo

Operação tem pouco mais de um ano e garante movimento nos meses de Inverno

21 Mar 2017 / 02:00 H.

A operação estabelecida entre a Dinamarca e o Porto Santo continua a ser um sucesso no segundo ano de existência.

No total, e desde Janeiro de 2016, altura em que teve inicio a ligação directa semanal ao Aeroporto de Billund, já passaram pelo Porto Santo cerca de 9 mil dinamarqueses. E este ano, no somatório das duas ligações semanais existentes (Billund e Copenhaga), o destino já recebeu cerca de 2 mil e 200 turistas oriundos de um mercado que, semanalmente, assegura a viagem até à ilha dourada de cerca de 360 visitantes.

A associação ao desporto e à saúde tem marcado a diferença nesta operação e tem reforçado o posicionamento do destino, que se reinventa nesta nova forma de cativar e fidelizar os turistas, no período de inverno.

Para o secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, “esta ligação, que se antecipou em cerca de 3 meses no seu segundo ano, é a prova de que é possível combater a sazonalidade e garantir que o Porto Santo reforce a sua atractividade e invista na captação de novos fluxos turísticos, determinantes para a dinamização económica local que é desejável, fora do período habitual da procura”.

Ao congregar uma cooperação transversal, recorda o governante, esta experiência, iniciada em Janeiro de 2016, “veio permitir a venda integrada do destino Porto Santo, através de uma oferta que associa, a uma imagem que é já reconhecida internacionalmente de segurança e bem-estar, outras inúmeras actividades de lazer e desportivas que podem ser desfrutadas, ao longo de todo o ano”.

Naturalmente que um destino activo e onde existe, sempre, algo a fazer ou por descobrir, “é sempre um destino muito mais atractivo e fácil de promover junto dos mercados”, observa, acrescentando que “esta estratégia, seguida quer para a Madeira quer para o Porto Santo, tem surtido resultados e gerado maior notoriedade, com resultados que se esperam reforçar no decorrer de 2017”.

Nascida no âmbito do programa de apoio ao desenvolvimento de rotas aéreas, de carácter turístico, para a ilha do Porto Santo – que envolve, para além da Associação de Promoção da Madeira, a ANA, a Sociedade de Desenvolvimento do Porto Santo e alguns hoteleiros locais – esta ligação integra-se na estratégia que a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura, através da Associação de Promoção da Madeira, tem vindo a defender, tendo em vista o combate à sazonalidade e a exploração de novas potencialidades que extravasam a oferta que é disponibilizada no verão, com contributos claros e directos para a economia desta ilha.

José Theotónio e a sazonalidade: “Vamos ter que viver com ela sempre em alguns destinos”.

O BPI surgiu na BTL como o banco do Turismo. A instituição parceira do Turismo de Portugal, com a qual também foi renovada a linha de requalificação da oferta, aproveitou o evento para analisar tendências de um sector a viver um momento histórico e, simultaneamente, desafiante.

Coube ao CEO do Grupo Pestana, José Theotónio, fazer a intervenção de fundo, em torno do tratamento de dados, das disrupções que o sector sofre e das estratégias a seguIr para que os grupos hoteleiros não sejam afastados dos clientes finais. E o desafio que deixa é que o Turismo deve transformar-se nos diversos modelos de negócio.

Em nome da notoriedade, apela a uma promoção mais centrada nos vídeos e nas imagens, a uma transparência no preço para que a credibilidade seja inquestionável, e ao empenho no serviço, fazendo questão de repetir uma tese que, não sendo nova, continua despertar consciências, a de que num hotel “ter Wi-Fi é mais importante do que ter água nas casas de banho”.

Entende ainda que o sector deve preocupar-se menos com inquéritos de satisfação dos clientes e mais com o impacto dos social media.

O executivo do maior grupo hoteleiro português entende que o mercado tradicional tem sempre o seu peso, dando como exemplo o destino Madeira, mas julga que importa investir no cliente directo, o que implica excelência na gestão de canais.

Quanto à sazonalidade, desfaz equívocos e mitos. “Vamos ter que viver com ela sempre em alguns destinos e haverá sempre uma outra, em termos de receita, mesmo a operação não pare em determina altura do ano”.

José Theotónio está convicto que quem mantiver modelos tradicionais será empurrada para uma mera prestação de serviços.

Referiu também que ‘on line já é canal privilegiado para 10% dos hotéis num contexto em que a Booking e a Expedia, conseguiram em 5 anos aquilo que os dois operadores tradicionais demoraram 50 anos a conseguir.

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