João Catanho impugna expulsão do CDS

Ex-candidato interpôs recurso e diz que partido funciona como um “clube de amigos”

22 Abr 2017 / 02:00 H.

João Catanho da Silva, o ex-candidato à liderança do CDS/PP Madeira, protagonista de acesa polémica no final de 2015, por tentar impugnar o Congresso que viria a eleger Lopes da Fonseca para a presidência do partido na Região, recebeu este mês ‘ordem de expulsão’ do partido, na sequência do processo disciplinar que foi alvo.

Desengane-se contudo quem julgar que o caso fica encerrado. O arguido/militante está apostado em fazer frente à “injusta e arbitrária expulsão” que diz ter sido alvo e já avançou com recurso com vista à sua reintegração plena no partido.

O caso que há um ano motivou acusações e outras declarações inflamadas, ameaça agora ser ‘ressuscitado’.

João Catanho, que tem a particularidade de ser cunhado de Ricardo Vieira, recebeu já este mês a notificação com o Despacho de Decisão (28 de Março). Decisão que “pela gravidade dos factos provados nos autos deste procedimento disciplinar”, levou a Comissão Regional de Fiscalização e Disciplina deliberar “por unanimidade” aplicar ao militante arguido “a pena de expulsão do partido”, conforme previsto nos Estatutos do CDS/PP Madeira.

Decisão que levou João Catanho a avançar com a impugnação, tendo para o efeito já interposto recurso.

Representado pelo advogado João Alberto, o ‘condenado’ exige que sejam “ponderadas as circunstâncias arroladas” no recurso, “analisada a questão de facto e de Direito”, e em conclusão de todos os factos fundamentados no recurso com mais de duas centenas de pontos, conclui que “deve a decisão de expulsão ser substituída por uma outra que dê sem efeito semelhante decisão, ordenando-se o arquivamento do presente processo disciplinar”, sublinha, entendendo que só assim “se fará justiça”, concretiza.