‘Jamie & The Marx’ à conquista da Alemanha

Banda Madeirense tem agendadas três actuações em terras germânicas

14 Nov 2017 / 02:00 H.

A Madeira começa a ser pequena para tanto talento e tanta vontade de fazer coisas novas. A banda madeirense ‘Jamie & The Marx’ prepara-se para partir rumo à Alemanha, para três concertos que prometem ser memoráveis. O primeiro é no dia 2 de Dezembro, num museu singular em Friedland.

Tiago Silva (voz e guitarra), Miguel Apolinário (guitarra eléctrica e voz de apoio), Miguel Marques (baixo) e Lino Ornelas (bateria) formam esta banda de covers.

O convite para um concerto no Marshall Amp Museum surgiu por parte de um cliente de um hotel, em Santana, onde Miguel Apolínário e Tiago Silva actuavam juntos. O responsável pelo Marshall Amp Museum gostou do que viu e passou a companhar o trabalho da banda de ambos, acabando por endereçar o convite para uma actuação. Entretanto, surgiu a possibilidade de outras duas actuações em terras germânicas, prontamente aceites.

“É uma museu de uma marca mítica de amplificadores e muito associada ao rock e ao blues e o nosso reportório vai incidir sobre esse género”, assume Miguel Apolinário ao DIÁRIO. No fundo, acaba por ser um pouco daquilo que já oferecem ao público madeirense mas, desta feita, mais direccionado para os clássicos do rock. “Não levamos coisas tão pop como fazemos aqui na Madeira. Vamos fazer um repertório mais rock, Billy Idol, Pink Floyd, coisas mais antigas, Led Zeppelin...”, explica o guitarrista.

Experiência e singularidade marcam a banda

Pessoas diferentes, com gostos diferentes mas que têm em comum a paixão pela música. Assim pode ser descrita esta banda madeirense. ‘Jamie & the Marx’ é um projecto relativamente recente, mas que já fez quase tudo o que há para fazer em termos musicais na Região. Agora, procuram novos desafios e novos palcos.

A experiência no mundo da música é um marco destes músicos. “Eu acho que o grande trunfo da banda é que são pessoas que já fazem isto há alguns anos. À excepção do Tiago, que é o ‘newcomer’ nisto, o resto dos músicos já faz isto há 20 anos ou mais”, assume Miguel Apolinário.

Por outro lado, as singularidades de cada um acabam por distinguir este trabalho. “O que nos distinge? É ter pessoas que ouvem coisas completamente díspares uns dos outros e esse somatório é o que nos dá a nossa identidade e o cunho pessoal que metemos nas músicas”, explica. Aliás, esse é mesmo apontado como sendo um dos grandes factores de diferenciação, uma vez que as covers não são tocadas como estão nos discos: é feita uma reinterpretação de cada tema.

Há vontade de crescer
e conhecer o mundo

“Este projecto é recente, ainda nem tem dois anos e este foi o ano da consolidação do projecto e, agora, num mercado tão pequeno e tão castrante - não há muito lugar para ir - decidimos, unanimemente, começar a apostar nestas incursões lá fora, também para sentirmos o que é o ritmo das coisas lá fora e aquilo que lá se faz”, assume o guitarrista.

Para já, estes espectáculos vão servindo como uma motivação extra para quem já fez quase tudo por cá: bares, gastronómicas, palcos grandes, primeiras partes de bandas de fora... “Achamos que nos vai fazer bem, abrir novas portas e estamos a trabalhar para isso”, conclui..