+Inclusão Escolas promove respostas diferenciadoras

SRE elogia projecto desenvolvido pelo ‘Dançando’ e que deverá continuar

25 Jun 2018 / 02:00 H.

“Todos nós temos limites e todos nós temos potencialidades. O que é importante é percebermos, entre o que são os limites e as potencialidades, quais as respostas adequadas. A inclusão é isso, é encontrarmos as respostas diferenciadoras para cada um. Este projecto tem esse mérito de encontrar as metodologias e as soluções para que, dentro do que são os handicaps individuais, cada qual possa responder da melhor forma.”

Foi desta forma que o Secretário Regional de Educação, Jorge Carvalho, elogiou o projecto-piloto +Inclusão Escolas, desenvolvido pela Associação dos Amigos da Arte Inclusiva Dançando com a Diferença (AAAIDD) junto de 9 alunos da Unidade Especializada da EB23 Dr. Horácio Bento de Gouveia e com apoio da equipa educativa deste estabelecimento de ensino.

O projecto, iniciado em Março deste ano, é uma resposta do Dançando com a Diferença, para a promoção do desenvolvimento das capacidades globais dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, através dos chamados ‘Treinos de Autonomia Vida Diária’ (TAVD), em conjunto com outras práticas e métodos educativos e pedagógicos desenvolvidas através da dança.

Os objectivos passam por desenvolver nos alunos comportamentos de autodeterminação, que lhes permitam serem o mais auto-suficientes possíveis, fomentar a autonomia nas tarefas diárias: mobilidade, cuidados pessoais e alimentação, promover a auto-estima, através da aquisição e modificação de hábitos, rotinas de cuidado pessoal e relacionamento interpessoal.

Acerca da importância do desenvolvimento de actividades práticas no âmbito da educação na deficiência, Henrique Amoedo, director artístico do Dançando com a Diferença, refere que “para os jovens com deficiência intelectual é primordial a vivência prática e a aproximação dos contextos reais. As actividades desenvolvidas no +Inclusão Escolas proporcionam tais vivências. No que se refere especificamente à Dança, tais práticas servem para preparar estes alunos para o desenvolvimento da autonomia, num nível máximo segundo as capacidades individuais. Serão ser utilizadas na sua vida quotidiana e profissional. O início deste projecto-piloto só foi possível devido ao investimento em equipamentos e pessoal feito por nós, com recursos vindos de doações privadas e com o apoio da Secretaria Regional de Educação. Pretendemos, após a avaliação positiva desta experiência, dar continuidade e reunir condições para a sua expansão”.

Os resultados do trabalho desenvolvido foram apresentados ao titular da pasta da Educação, que não escondeu a sua satisfação. “Ficámos com a sensação de missão cumprida. Inclusão sem integração não é inclusão. É fácil incluir, basta colocar todos no mesmo ambiente; integrar é encontrar as tais respostas diferenciadoras que permitam que cada um possa sentir-me parte desse ambiente”, evidenciou Jorge Carvalho, felicitando o Dança com a Diferença e os professores envolvidos no +Inclusão pelo trabalho, empenho e dedicação revelados.

“O vosso trabalho é extraordinário. É por aqui que acreditamos que podemos construir uma sociedade mais capaz e mais solidária. É assim que percebemos que é possível alcançar aquilo em que acreditamos, que o investimento que fazemos nas pessoas dá resultado, que sendo este o caminho, caminhamos todos, não à mesma velocidade, mas respeitando o limite de velocidade de cada um”, sublinhou o Secretário Regional, manifestando-se disponível a apoiar a continua inovação. “Inovar não é só fazer diferente, é correr riscos. Nós estamos disponíveis para correr esses riscos”, concluiu.

No momento de apresentação de resultados, o Dançando com a Diferença manifestou vontade em continuar o desenvolvimento deste projecto no próximo ano lectivo, tendo em vista o aprofundamento dos seus conteúdos teóricos e práticos e consequentemente a sua expansão para espaços educativos onde a aplicação deste tipo do +Inclusão se mostre pertinente e uma mais-valia na melhoria na qualidade dos jovens com deficiência em idade escolar. O desafio foi bem aceite, quer pela direcção da Escola, quer pela Secretaria Regional da Educação.

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