Incêndios sempre a piorar

Novo recorde de ocorrências foi registado no sábado. Protecção Civil desconfia de intervenção humana

14 Ago 2017 / 02:00 H.

Um novo máximo de incêndios foi registado no sábado, com 268 ocorrências, que mobilizaram 6.553 operacionais, sendo actualmente os fogos nos concelhos de Ferreira do Zêzere e Tomar os mais preocupantes, informou ontem a Protecção Civil.

No primeiro ‘briefing’ de ontem da Autoridade Nacional de Protecção Civil, a adjunta nacional de operações, Patrícia Gaspar, revelou que no sábado os 268 incêndios foram combatidos com o apoio de 1.762 viaturas, tendo sido realizadas 103 missões com meios aéreos. Sobres as ocorrências em curso, a Protecção Civil destacou as mais complexas, que se situavam em Aveiro, Alvaiázere, Ferreira do Zêzere, Tomar, Torres de Moncorvo e Castelo Branco.

Questionada sobre as razões de tão elevado número de ocorrências, Patrícia Gaspar referiu que “a culpa não é do tempo. A meteorologia não provoca incêndios florestais, dificulta o seu combate”. A este propósito, recordou que mais de 90% das ocorrências de incêndios florestais tem intervenção humana, seja intencionalmente ou por negligência, e que ambas são crimes.

Ontem à noite, o presidente da Câmara de Sabrosa mostrou-se preocupado com o incêndio que já queimou uma vasta área de pinhal e cercou a aldeia de Parada do Pinhão, onde atingiu três casas e alguns idosos foram retirados por precaução. Já o incêndio que teve início em Carvalhosas, Coimbra, e progrediu para Miranda do Corvo, já chegou ao concelho de Vila Nova de Poiares, informou o presidente da Câmara.

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