Henrique Rosa Gomes alinha pelo Marítimo

O piloto ambiciona voltar a disputar provas do mundial na próxima época

06 Out 2017 / 02:00 H.

O piloto madeirense de jet ski Henrique Rosa Gomes vai defender as cores do Marítimo na próxima época desportiva, para a qual parte com ambições de voltar a competir no campeonato do mundo.

Ao fim de quase 15 anos de prática do jet ski, o jovem piloto viu “com muito agrado esta possibilidade de representar o Marítimo, o maior clube da Região” e, também, pela particularidade de ser uma colectividade que, nesta altura, não tem qualquer modalidade náutica, muito embora tenha apoiado, num passado ainda recente, Frederico Rezende nas travessias de moto de água. “Acho que é interessante um clube como o Marítimo apoiar um atleta das modalidades náuticas, oxalá venha a apostar ainda mais nestes desportos”, sublinha.

Henrique Rosa Gomes considera que a associação do seu nome a uma instituição como o Marítimo “será muito importante ao nível da obtenção de apoios, pois representar um clube com esta dimensão dá logo impacto junto do meio empresarial”. A ligação será, em princípio, por uma época, mas o atleta espera que seja “uma relação duradoura”.

Um dos grandes objectivos do piloto madeirense é voltar a competir no campeonato do mundo. “Esta época não fiz o campeonato do mundo, pois o meu jet não era muito competitivo, os apoios também não eram muitos e, como todos os desportos motorizados, este também envolve muito dinheiro”, explica. Entretanto, a próxima época, que se inicia apenas em Fevereiro/Março do próximo ano, “já está a ser preparada muito mais atempadamente, para chegarmos ao final deste ano já com uma perspectiva dos apoios que temos e, assim, projectarmos a época”.

Disputar mundial, europeu e campeonato nacional

O objectivo, sublinha Henrique Rosa Gomes, “é competir em todas as frentes, ou seja no campeonato nacional, no europeu e no mundial”. Para tal, acrescenta, “é preciso fazer um investimento grande, até porque nesta modalidade há sempre uma evolução dos motores e dos cascos e nós tentamos acompanhar a evolução para podermos ser competitivos e lutar pelo topo”.

A ideia, acrescenta o piloto, passa “por adquirir dois equipamentos desportivos novos, o que envolve uma verba na ordem dos 25 mil euros”. Posteriormente, “os gastos com a disputa da época, com as viagens, a manutenção dos equipamentos, envolve sempre uma verba a rondar os 30 a 40 mil euros”.

Além disso, a disputa do campeonato do mundo implica deslocações mais longas, logo mais onerosas. “Esta época fiz o campeonato nacional e como vive em Lisboa não me custa muito fazê-lo. No europeu as deslocações são mais baratas, mas quando se trata do campeonato do mundo os custos aumentam, porque há etapas na China, Dubai, Qatar, são viagens longas e caras”, explica. Embora, reforce, “os pilotos que fazem o mundial tenham um contrato com a própria organização que nos apoiam em diversos aspectos, desde alojamento a, por vezes, a gasolina”.

Henrique Rosa Gomes assume que o seu grande objectivo em termos de carreira “é ganhar a classe rainha do campeonato do mundo, estou a trabalhar para isso, mas este é um desporto que envolve apoios e, por isso mesmo, é difícil traçar planos a longo prazo”.

Relativamente à época que findou, Henrique Rosa Gomes faz um balanço positivo. “Acho que cumpri: fui campeão nacional, fui campeão nacional de slalom, no europeu fiz o quinto lugar, que é a minha melhor prestação de sempre, por isso estou satisfeito”, sustenta.