Greve na SATA pode afectar quatro voos

Dois voos diários de São Miguel à madeira e de volta, se cheios, podem afectar 320 pessoas

13 Abr 2017 / 02:00 H.

Se a greve dos tripulantes de cabine da SATA Internacional/Azores Airlines, marcada para 1 e 2 de Maio, não for cancelada, pelo menos quatro voos da companhia açoriana para a Madeira e da Madeira para a ilha de Ponta Delgada serão afectados, podendo incluir o cancelamento dos mesmos, o que poderia afectar cerca de 320 passageiros (caso os mesmos estivessem na capacidade máxima).

Numa consulta ao site de reservas da companhia SATA realizada ontem, o voo desde Ponta Delgada, com partida pelas 9h10, com duração de cerca de duas horas rumo ao Funchal, com custo de 178,74 euros, só tinha dois lugares disponíveis, enquanto o voo de regresso aos Açores no mesmo dia, pelas 12h55, com custo de 139,89 euros, apenas tinha um lugar disponível. No dia seguinte, segundo da eventual greve, o voo com saída às 9h05 de Ponta Delgada com custo de 109,71 euros tinha apenas dois lugares disponíveis, enquanto o voo de regresso, pelas 12h50, ainda tinha vários lugares disponíveis e preços entre os 78,89 euros e os 170,89 euros, nas quatro tarifas da companhia.

Se estes voos forem cancelados, há sempre a possibilidade de encontrar lugar em voos com escala em Lisboa ou Porto, através do ‘codeshare’ com a TAP, mas a preços ‘proibitivos’ para a maioria das pessoas, acima dos 300 euros até pouco mais de 600 euros.

E isto sem contar com os voos que permitam a passageiros ir desde a Madeira ou vir de Boston (EUA) e Toronto (Canadá), com escala em Ponta Delgada, a preços actuais de cerca de 300 a 616 euros. Ou mesmo via Lisboa com o mínimo de 647,20 euros por viagem. Embora os voos internacionais não estejam contemplados no pré-aviso, mas sem voo doméstico o passageiro pode não chegar a tempo do voo internacional.

SATA está a analisar pré-aviso

O presidente do conselho de administração da transportadora aérea SATA, Paulo Menezes, disse ontem estar a analisar as razões que levaram o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) a emitir o pré-aviso de greve.

“Estamos a analisar as razões invocadas pelo sindicato no pré-aviso de greve”, afirmou à Lusa Paulo Menezes, garantindo que, se se mantiver a paralisação, a transportadora açoriana “tudo fará para minimizar o impacto nos passageiros”.

Paulo Menezes adiantou que a empresa “já accionou o plano de contingência para fazer face a uma eventual greve” e explicou que a SATA “ainda não tem uma situação financeira equilibrada, estando num processo de recuperação”, além de que está também “condicionada pela legislação em vigor, nomeadamente o Orçamento do Estado”.

A 23 de Março, o presidente da SATA afirmou aos deputados da Comissão de Permanente de Economia do parlamento dos Açores ter terminado a primeira ronda de contactos com os bancos para o plano de refinanciamento da empresa e que a abertura das instituições de crédito “foi boa”.

O incumprimento de vários pontos do clausulado do acordo de empresa, assim como de alguns protocolos assinados, são os motivos apontados pelo sindicato.

Segundo o pré-aviso de greve, publicado na imprensa, a paralisação abrange “todos os voos da Azores Airlines/SATA Internacional cujas horas de apresentação e/ou etapa/setor ocorram em território nacional entre as 00:00 e as 23:59 desses dias”.

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