Governo Regional dá uma ‘mãozinha’

No final da sessão, Pedro Calado criticou a postura do PS em relação ao novo hospital

06 Fev 2018 / 02:00 H.

26 milhões de euros. Foi este o saldo de pagamentos que o Instituto de Desenvolvimento Empresarial (IDE) transferiu para as empresas da Região em 2017, com uma média de transferências cifrada em dois milhões de euros por mês, por via da entrega de fundos comunitários, comparticipados em 85% pelo FEDER. Ontem, no Edifício do Governo, foram aprovados 112 novos projectos, e até à presente data já foram recepcionados no IDE 3.578 pedidos, sendo que deste universo analisaram-se 2.264 requisições.

Já este ano, “num curto espaço de tempo”, o IDE canalizou 1,6 milhões de euros para as empresas, adiantou Miguel Albuquerque, esclarecendo que o seu governo está empenhado “num trabalho que tem sido persistente, no sentido dos nossos empresários terem o acesso o mais rápido possível aos fundos disponíveis para o desenvolvimento dos seus negócios”.

“Vamos iniciar a renegociação do quadro comunitário pós-2020, um quadro muito difícil de negociar, uma vez que um dos principais contribuintes da União, que é o Reino Unido, vai sair. Significa que no bolo comunitário haverá menos 15 mil milhões de euros. A nossa luta é que as RUP sejam sempre consideradas como regiões prioritárias”, alertou o presidente do Governo Regional.

Avançando que a Madeira “está a crescer economicamente há 4 anos e meio em todas as valências”, baseando-se em dados comparados entre 2016 e 2017, como o aumento de 6,6% nos pagamentos por multibanco ou o crescimento de 11,6% na compra de cimento, Miguel Albuquerque destacou o turismo como uma das maiores fontes de desenvolvimento.

“No turismo felizmente parece que vamos ultrapassar o ano de 2016, que foi o melhor ano de sempre. Os dados de 2017 apontam para uma subida de dormidas até Novembro de 2%, nos proveitos gerais em 7,8% e no aposento 8,9%”, frisou.

“Tapar os olhos aos madeirenses”

No final cerimónia, Pedro Calado abordou as palavras de Ana Catarina Mendes, proferidas durante o congresso do PS-Madeira, sobre o novo hospital da Região, quando acusou o Governo Regional de “falta de ambição” para avançar com a obra.

“Aquilo que gostaria de perceber, e depois das afirmações levianas e da forma como o PS tem tentado levantar areia e tapar os olhos a todos os madeirenses, o que eu lamento, gostaria que a secretária-geral adjunta nos informasse qual o montante que está definido [para o novo Hospital], já que disse estar disponível para ajudar”, atirou Pedro Calado sobre a ausência de verba no Orçamento de Estado.