Governo e Câmara garantem Art’Camacha

O Festival está de volta, com o mesmo figurino. 25 mil estão assegurados pelas entidades públicas. O restante será pago com as barracas e patrocínios

31 Jul 2017 / 02:00 H.

Os apoios do Governo Regional, através da Secretaria Regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais e da Câmara Municipal de Santa Cruz, asseguram este ano o regresso do Art’Camacha - Festival de Arte Camachense, que no ano passado acabou por não se realizar devido à falta de apoios e que está de volta de 10 a 15 de Agosto. Para a 28.ª edição estão assegurados 20 mil euros da secretaria de Rita Andrade e 5 mil prometidos pela autarquia liderada por Filipe Sousa. O restante será conseguido através de patrocínios e da exploração das barracas no Largo da Achada, onde vai decorrer esta festa popular, orçada em mais de 30 mil euros.

O evento até 2015 vinha sendo financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural da Região Autónoma da Madeira (PRODERAM), que no ano passado acabou por não acontecer e este ano também não. Sem PRODERAM, não têm capacidade para realizar o Art’Camacha. “Teve o Governo Regional de se chegar à frente, e ainda bem”, disse Nuno Abreu, à frente da organização do Festival. A Camacha, referiu, precisa deste festival cultural e não o conseguem pagar só com as barracas e patrocínios. Os apoios do Governo e da Câmara Municipal ajudam a levar esta edição a efeito. “Os apoios financeiros são fundamentais, tanto que a impossibilidade de candidatar ao apoio PRODERAM ditou, não só a não realização do ano passado, como a dificuldade presente em manter e subir o nível de programação, de eventos paralelos e dos espaços onde o Festival decorre”.

Recuperar o Art’Camacha foi difícil, confessou. No ano passado tinham o programa praticamente todo montado, artistas falados e acabou por não acontecer. Este ano, tiveram de voltar a ganhar a confiança. Alguns dos que vão participar já estavam no alinhamento do ano passado.

Não temos capacidade de ir buscar gente de fora, assumiu Nuno Abreu. De qualquer forma, acrescentou, estão mais voltados para o que é seu. “Interessa-nos primeiro os camachenses, os nossos amigos, no sentido das pessoas que estão ligadas á cultura e que não têm palco”.

Nuno Abreu lamenta que não possam pagar a todos, todos mereciam receber, afirmou, e os que vão receber mereciam “o dobro ou o triplo”. Mas não têm capacidade. O financiamento público é essencialmente para pagar o som e a segurança, revelou.

Com o regresso depois de um ano de interregno, esperam reatar laços com o público de dentro e de fora, apostando numa “programação que reflecte a dinâmica, qualidade e diversidade cultural, da nossa vila, a Capital da Cultura da Madeira”, diz mesmo o programador. Para garantir uma melhor divulgação do programa, no próximo domingo vão organizar um passeio de motas antigas pelo Concelho.

Programa mantém figurino

Neste regresso, a equipa mantém o figurino, procurando mostrar o melhor de si, com eventos diversos e noites temáticas sobretudo com prata da casa. Haverá a Noite de Fados, a Noite Rock, um dedicada à moda, uma ao teatro e outra ao folclore. Na Noite de Fados é no dia 10, o destaque vai para Graciano Caldeira, guitarrista desta freguesa que actualmente toca com Teresa Salgueiro; no dia 11 pode ver teatro de revista com o Teatro Experimental da Camacha e depois concerto com os Camachofones; e no dia 12 o Festival de Folclore do Rochão - Os Moinhos.

No dia 13 o destaque vai para a palestra, seguida de despique e concerto com o C’Azoada. A Noite Rock é no dia 14 e o desfile de moda com as propostas de Tiago Gonçalves no dia 15, a fechar. Paralelamente, vão tentar complementar a programação de palco com actividades paralelas.