‘Geringonça’ autárquica vai avançar

Teófilo Cunha participou na reunião entre elementos
do PSd e CDS

13 Out 2017 / 02:00 H.

Uma ‘geringonça’ à direita, seguindo o modelo de acordo conseguido pelo PS, de António Costa, é o que deverá acontecer em vários órgãos autárquicos da Região. A lei eleitoral para os municípios é clara e determina que o partido mais votado, mesmo sem maioria absoluta, terá sempre a presidência da câmara - não é possível um governo autárquico semelhante ao da República - mas os entendimentos entre os partidos da oposição podem bloquear o funcionamento das autarquias.

Passada a ressaca dos maus resultados das eleições do dia 1 de Outubro, o PSD, como já assumiu Rubina Leal, garante que não fará “terrorismo político”, mas vai procurar acordos para eleger candidatos seus.

A situação mais evidente é a da presidência da Assembleia Municipal do Funchal para a qual a coligação ‘Confiança’ - PS, BE, JPP, PDR e Nós, Cidadãos! - espera eleger Rodrigo Trancoso.

A ‘Confiança’ elegeu 15 deputados municipais, a que junta cinco presidentes de junta, o PSD elegeu 12 deputados, mas também ganhou cinco juntas, o CDS tem três mandatos e CDU, MPT e PTP elegeram, cada um, um deputado municipal.

O acordo entre PSD e CDS para eleger Mário Rodrigues, o candidato do PSD estará garantido e, ontem, no parlamento regional, foi o próprio secretário-geral, Rui Abreu, a reunir-se com Rui Barreto e outros elementos do CDS. Contra os 20 votos da coligação já haverá outros tantos de PSD e CDS.

Os sociais-democratas garantem que já falaram com os outros partidos da oposição municipal e é de admitir que MPT e PTP, dissidentes da antiga coligação ‘Mudança’ não votem em Rodrigo Trancoso.

No encontro na ALM também esteve o presidente da Câmara de Santa, Teófilo Cunha, que poderá fazer parte de um acordo envolvendo a presidância da AMRAM.

Outras ‘geringonças’ deste género poderão ser concretizadas nas juntas onde a coligação não tem a maioria: São Pedro e São Gonçalo. Em Santo António verifica-se uma situação oposta, com o PSD a necessitar dos votos do CDS para ter maioria.

Na Ponta do Sol, o PS venceu a câmara mas, juntos, PSD e CDS têm a maioria dos vereadores. Também na Assembleia Municipal, uma ‘Aliança Democrática’ tem uma maioria confortável, o que representa um problema complicado para Célia Pessegueiro.

O PSD lembra que havia um acordo de cavalheiros em que ao vencedor era dada a possibilidade de presidir, mas que a ‘geringonça’ nacional - o segundo partido, o PS, governa com apoio do BE e do PCP - abriu as portas a todo o tipo de entendimentos.

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