Formação traz inspectores dos Açores pela primeira vez à Madeira

14 Ago 2017 / 02:00 H.

No ano passado, inspectores da Autoridade Regional das Actividades Económicas (ARAE) visitaram o arquipélago dos Açores para participarem em acções de formação e de fiscalização no terreno. Agora, chega a vez da homóloga açoriana vir, pela primeira vez, à Madeira.

É já no próximo mês de Setembro que esta visita de trabalho decorre, mais precisamente entre os dias 18 e 22, numa iniciativa inédita que, confirmada ao DIÁRIO, resulta da parceria estabelecida entre as duas entidades regionais, numa colaboração que, segundo o Inspector Regional Rogério Gouveia, tem “superado largamente as expectativas”. Para além de reforçar o conhecimento de cada uma das realidades e das áreas que, sendo semelhantes, poderão vir a ser abordadas em conjunto, estas acções permitem “uma maior aproximação entre os dois corpos inspectivos e a abordagem prática da formação que tem vindo a ser partilhada e intensificada, ao longo dos últimos tempos”, num trabalho em rede, também , com a ASAE.

Rogério Gouveia diz mesmo que esta proximidade às instâncias nacionais tem permitido “reforçar a abordagem aos assuntos que são comuns, dando-lhes outra consistência e sustentação”, assim como tem contribuído para “aumentar a eficácia do serviço e induzir a proactividade que é essencial, por exemplo, quando somos informados acerca de situações que, não tendo ocorrido entre nós, são mais facilmente prevenidas, especialmente em determinados sectores de risco”.

A formação decorrerá em sala, mas terá uma componente muito prática, pois a equipa dos Açores acompanhará o programa operacional que está previsto, nessa semana, pela ARAE, sendo possível uma acção conjunta com as restantes forças de segurança, nomeadamente a Polícia de Segurança Pública e a Guarda Nacional Republicana, podendo envolver, ainda, a Autoridade Tributária regional.

O controlo das condições de transporte dos géneros alimentícios, a segurança alimentar, o combate ao branqueamento de capitais e os procedimentos no tratamento das denúncias e reclamações são pontos a abordar na formação.

Mais do que produzir, importa qualificar a resposta

Reforçar o trabalho em rede e potenciar a produtividade, qualificando e inovando, simultaneamente, o serviço que é prestado ao cidadão e aos agentes económicos, são os pressupostos “de uma actuação que tem vindo a surtir efeito e que deve ir ainda mais além, tendo como suporte essencial a formação, a melhoria progressiva do conhecimento e a partilha de experiências com as nossas congéneres nacionais”, sublinha.

A aposta na formação é clara: “Em 2016, realizamos 16 acções de formação e, neste ano, já foram concretizadas 15, havendo sempre a preocupação de actualizarmos o conhecimento e de ajustarmos as necessidades do nosso quadro de pessoal às solicitações que nos chegam e relativamente às quais urge preparação.”

As áreas da higiene e segurança alimentar, os jogos de fortuna e de azar, a investigação criminal, o combate à contrafacção, a prevenção do consumo das substancias psicotrópicas e a legislação do comércio e dos serviços, fazem parte do leque das acções.

Rogério Gouveia não tem dúvidas das vantagens que têm resultado deste novo posicionamento conjunto e afirma mesmo que “mais do que aumentar a produtividade, importa é apostar na qualidade e na melhoria contínua dos serviços, assim como na valorização profissional dos recursos humanos da ARAE, beneficiando-se, com isso e em primeiro lugar, a população residente e toda a economia regional, sem naturalmente esquecer a imagem do destino e a segurança e satisfação dos turistas que nos visitam”.