“Faremos tremer a terra” a partir do palco da Estalagem

16 Set 2017 / 02:00 H.

Eis-nos chegados à penúltima actuação da edição de 2017 dos ‘Concertos L’. O destaque desta noite vai para um duo pop experimental sueco onde a percussão e a voz ‘casam-se’ de forma perfeita. A expressão matrimonial não é aleatória, até porque a dupla Wildbirds & Peacedrums, que se estreia pela primeira vez em solo regional, no palco da Estalagem da Ponta do Sol, é formada por Andreas Werliin e Mariam Wallentin, marido e mulher.

Eles, que já ganharam o importante prémio ‘Swedish act of the year’ e fizeram concertos nos festivais mais importantes da Europa e Estados Unidos da América, acederam a responder por escrito a algumas perguntas, onde falam um pouco da carreira e das expectativas para esta noite.

“Somos apenas duas pessoas em palco, mas faremos tremer a terra. Os arredores aqui são simplesmente hipnóticos, então vamos tentar honrar a paisagem também”, começam por dizer os Wildbirds & Peacedrums.

“Vamos tocar bateria e cantar como se não houvesse amanhã. Principalmente material do nosso mais recente álbum ‘Rhythm’, mas algumas músicas antigas também podem surgir e, quem sabe, talvez tentemos algo novo também”, adianta a dupla.

Muitos classificam a música deste duo como sendo jazz. Ora, para o grupo, esta definição é redutora: “É uma música muito groovy e primordial que vem directamente dos nossos corpos e corações. Os géneros nunca nos interessaram, queremos sobretudo fazer a melhor música possível com os elementos e emoções que temos”.

Conhecidos também pelos espectáculos exuberantes que realizam, quisemos saber as razões pelo fascínio que têm pelas actuações ao vivo. “Nunca foi uma opção não tocar ao vivo. Nós começámos a tocar e a cantar quando fazíamos filhos. Fazendo percussão das panelas e tachos na cozinha, cantando em coros e depois criando composições punkrock. Eu acho que é física pura. Quando você bate numa bateria ou canta uma nota, o seu corpo ressoa, e esse som também ressoa na sala e no interior dos espectadores - o que achamos que nos faz conectar entre todos”.

Novo álbum na Primavera

A meio da conversa surge uma revelação: “Acabámos de encher um quarto na nossa casa de Verão com novos instrumentos de percussão que irão inspirar o nosso novo álbum. Se tudo correr bem, lançaremos na Primavera”, dizem os Wildbirds & Peacedrums.

E que referências musicais tem a dupla? “Muitas e muitas referências. Pessoas boas e pessoas más. Amigos e pessoas com quem queremos ser amigos. Musicalmente, movimentamo-nos de Rameua através de Alice Coltrane até Kendrick Lamar”.

Já sobre Portugal, como seria de esperar, não têm grandes indicações: “A grande editora Clean Feed faz muito pela cena de música alternativa europeia, e vocês têm o fado (!) e o nosso maior herói de todos os tempos é Naná Vasconcelos - bem, pelo menos ele fala português!”. Um parêntesis só para referir que a dupla desconhece que Naná Vasconcelos, embora falando português, não é português, mas sim brasileiro, de seu nome Juvenal de Holanda Vasconcelos, um multipremiado percussionista falecido em 2016.

Já sobre o festival ‘Concertos L’, que aposta em artistas e grupos ‘fora da caixa’, a dupla tem uma opinião interessante: “Os festivais têm a mesma responsabilidade que o artistas de serem corajosos e criativos no seu trabalho, então nós realmente apreciamos muito quando os festivais pensam como artistas. Os ouvintes são sempre inteligentes o suficiente para ouvir boa música como boa música”.

Os Wildbirds & Peacedrums revelam que vão ter algum tempo livre para conhecer a ilha: “É realmente um ambiente irresistível. Os cenários são deslumbrantes e as pessoas são adoráveis. Nós os dois gostamos de caminhar, então espero que tenhamos tempo para algumas caminhadas agradáveis. E o mar extra-salgado faz-nos muito felizes. Podemos trazer pedras do calhau para casa?”.

E deixaram uma mensagem final aos madeirenses: “Estamos honrados que nos tenham trazido aqui para este lindo lugar! Tragam os vossos melhores sapatos e podemos fazer com que vocês dancem um pouco”.

Eis-nos chegados à penúltima actuação da edição de 2017 dos ‘Concertos L’. O destaque desta noite vai para um duo pop experimental sueco onde a percussão e a voz ‘casam-se’ de forma perfeita. A expressão matrimonial não é aleatória, até porque a dupla Wildbirds & Peacedrums, que se estreia pela primeira vez em solo regional, no palco da Estalagem da Ponta do Sol, é formada por Andreas Werliin e Mariam Wallentin, marido e mulher.

Eles, que já ganharam o importante prémio ‘Swedish act of the year’ e fizeram concertos nos festivais mais importantes da Europa e Estados Unidos da América, acederam a responder por escrito a algumas perguntas, onde falam um pouco da carreira e das expectativas para esta noite.

“Somos apenas duas pessoas em palco, mas faremos tremer a terra. Os arredores aqui são simplesmente hipnóticos, então vamos tentar honrar a paisagem também”, começam por dizer os Wildbirds & Peacedrums.

“Vamos tocar bateria e cantar como se não houvesse amanhã. Principalmente material do nosso mais recente álbum ‘Rhythm’, mas algumas músicas antigas também podem surgir e, quem sabe, talvez tentemos algo novo também”, adianta a dupla.

Muitos classificam a música deste duo como sendo jazz. Ora, para o grupo, esta definição é redutora: “É uma música muito groovy e primordial que vem directamente dos nossos corpos e corações. Os géneros nunca nos interessaram, queremos sobretudo fazer a melhor música possível com os elementos e emoções que temos”.

Conhecidos também pelos espectáculos exuberantes que realizam, quisemos saber as razões pelo fascínio que têm pelas actuações ao vivo. “Nunca foi uma opção não tocar ao vivo. Nós começámos a tocar e a cantar quando fazíamos filhos. Fazendo percussão das panelas e tachos na cozinha, cantando em coros e depois criando composições punkrock. Eu acho que é física pura. Quando você bate numa bateria ou canta uma nota, o seu corpo ressoa, e esse som também ressoa na sala e no interior dos espectadores - o que achamos que nos faz conectar entre todos”.

Novo álbum na Primavera

A meio da conversa surge uma revelação: “Acabámos de encher um quarto na nossa casa de Verão com novos instrumentos de percussão que irão inspirar o nosso novo álbum. Se tudo correr bem, lançaremos na Primavera”, dizem os Wildbirds & Peacedrums.

E que referências musicais tem a dupla? “Muitas e muitas referências. Pessoas boas e pessoas más. Amigos e pessoas com quem queremos ser amigos. Musicalmente, movimentamo-nos de Rameua através de Alice Coltrane até Kendrick Lamar”.

Já sobre Portugal, como seria de esperar, não têm grandes indicações: “A grande editora Clean Feed faz muito pela cena de música alternativa europeia, e vocês têm o fado (!) e o nosso maior herói de todos os tempos é Naná Vasconcelos - bem, pelo menos ele fala português!”. Um parêntesis só para referir que a dupla desconhece que Naná Vasconcelos, embora falando português, não é português, mas sim brasileiro, de seu nome Juvenal de Holanda Vasconcelos, um multipremiado percussionista falecido em 2016.

Já sobre o festival ‘Concertos L’, que aposta em artistas e grupos ‘fora da caixa’, a dupla tem uma opinião interessante: “Os festivais têm a mesma responsabilidade que o artistas de serem corajosos e criativos no seu trabalho, então nós realmente apreciamos muito quando os festivais pensam como artistas. Os ouvintes são sempre inteligentes o suficiente para ouvir boa música como boa música”.

Os Wildbirds & Peacedrums revelam que vão ter algum tempo livre para conhecer a ilha: “É realmente um ambiente irresistível. Os cenários são deslumbrantes e as pessoas são adoráveis. Nós os dois gostamos de caminhar, então espero que tenhamos tempo para algumas caminhadas agradáveis. E o mar extra-salgado faz-nos muito felizes. Podemos trazer pedras do calhau para casa?”.

E deixaram uma mensagem final aos madeirenses: “Estamos honrados que nos tenham trazido aqui para este lindo lugar! Tragam os vossos melhores sapatos e podemos fazer com que vocês dancem um pouco”.

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