Falta limpar terrenos e melhorar centro de saúde

A freguesia de São Roque tem algumas lacunas, mas o povo diz que o presidente da Junta, Pedro Gomes, “faz tudo o que está o seu alcance” para ajudar as pessoas

16 Jul 2017 / 02:00 H.

Junto ao Super São Roque, um grupo de amigos põe em dia a conversa que gira em torno dos assuntos que estão na ordem do dia e de outros que fazem as manchetes dos jornais. José Castro, que vive há 40 anos naquela freguesia, fez uma pausa para falar com o DIÁRIO e, depois de fazer uma pequena reflexão, disse que há uma casa perto da rua onde vive, no Caminho do Lombo Jamboeiro, que está ao abandono e que precisa de ser limpa, pois pode ser um risco nesta altura do Verão em que os começam os incêndios.

Na memória tem ainda Agosto e a catástrofe que se abateu sobre São Roque, que foi uma das zonas fustigadas pelas incêndios do ano transacto. E, por isso, chamou a atenção da Junta de Freguesia ou da Câmara Municipal do Funchal para proceder à sua limpeza antes que seja tarde.

“A casa está numa autêntica pólvora e se alguém agarrar num fósforo ou numa beata de cigarro, o terreno, que já tem mata outra vez, pode pegar lume”, alertou e acrescentou, em jeito de conclusão: “Tirando isso não tenho mais nada a apontar... é uma boa freguesia para viver, que até dá para ver o fogo [do Fim-de-ano] sem caminhar de casa”.

A conversar estava também João Abreu, não junto ao Super São Roque, mas abaixo da Igreja. Assim que o abordámos, disse que se quiséssemos “saber de alguma coisa” para irmos ao café da frente, apontando na direcção do mesmo. Mas depois de dois dedos de conversa, lembrou-se dos seus episódios no Centro de Saúde.

De baixa há um ano por causa dos problemas causados pela diabetes, o morador de 61 anos referiu que sempre que lá vai é “mal atendido” e espera “uma eternidade”. Esta é uma coisa que se pudesse, mudava.

“Quando estou doente, e se eu não tiver dinheiro, vou para as urgências, mas quando tenho possibilidades financeiras vou a uma clínica... para lá não vou mais e até já disse isso a uma médica”, afirmou.

Para dar mais ênfase a esta sua reivindicação, revelou que “a demora é tanta, às vezes duas horas, que até as velhinhas adormecem”. João Abreu não sabe se existem muitas pessoas para poucos médicos, mas exige que tenham “respeito” pelos utentes “que descontam (ou descontaram) para a caixa”. “De resto, é tudo porreirinho”, atirou em jeito de conclusão.

No percurso feito pela freguesia, encontrámos Vítor Nunes e Ivo Pestana a trabalhar numa oficina “multifacetada”. Depois de elogiarem o presidente da Junta de Freguesia de São Roque, revelaram que falta “um centro de dia e melhorar o campo desportivo”. Continuando o percurso, o DIÁRIO encontrou mais pessoas, mas nem todas quiseram dar o seu testemunho nem tão pouco o nome, mas a grande maioria garantiu que não tinha “nada a apontar” à freguesia e, quase em uníssono, ‘tiraram o chapéu’ a Pedro Gomes que “faz tudo o que está ao seu alcance” para ajudar as pessoas.

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