Extreme Sailing Experience em contra-relógio

haverá componente de animação durante toda a competição

19 Mai 2017 / 02:00 H.

Faltam seis semanas para que a baía do Funchal volte a servir de anfiteatro para a sexta etapa do ‘Extreme Sailling Series’, competição náutica que mobiliza cerca de 60 colaboradores na Região e que possibilitam, mais do que o retorno financeiro, uma troca de experiências gratificante entre os atletas madeirenses e atletas olímpicos, campeões e recordistas mundiais. Segundo dados do secretário regional da Economia, Turismo e Cultura, há um retorno de 9,4 milhões de euros na comunicação que foi realizada para promover este desafio que decorre entre 29 de Junho e 2 de Julho.

O evento foi apresentado ontem pelas 12 horas na Gare Marítima do Porto do Funchal e dada a qualidade das equipas em competição não é de espantar que esta competição tenha uma transmissão televisiva que abrange 181 países através das 12 horas de emissão em directo, colocando a nossa ilha no roteiro internacional desta prática desportiva, promovendo de igual modo o nosso mar.

A ‘Extreme Sailling Series’ chegou à Madeira no ano passado e conquistou a organização. Segundo Andy Tourell, em declarações prestadas na sessão de apresentação, o ‘manager’ do evento espera “continuar a contribuir para fazer desta ilha o maior destino insular do mundo”, recordando que a Madeira junta-se a sete cidades e três continentes neste roteiro que nasceu em 2007 e junta os melhores profissionais de vela.

Depois de na edição anterior a organização da ‘Extreme’ ter ficado surpreendida pelo prazo da prova ter sido encurtado em cerca de 3 dias, dada a rapidez do ‘monta e desmonta’ da logística por parte dos voluntários. Ficou a nota da eficiência da equipa e a competição prolonga-se por mais uma semana na Região.

Nesta edição de 2017 prevê-se a instalação de zona de comes e bebes, servidas de esplanada, e bancadas, sendo que haverá uma zona de entretenimento para crianças, local para concertos, espaços multimédia e experiências náuticas, garantindo assim a animação aos locais e turistas. Os concertos serão realizados após as regatas e em contexto único, nomeadamente no cais 8, de frente para o mar.

“O cais 8 tem grande potencial para a realização deste tipo de provas”, confessou Sérgio Jesus, presidente da Associação Regional de Vela da Madeira, que diz mesmo tratar-se de “uma prova de craveira internacional” equiparando-se à “Volvo Ocean’s Race” ou à “America Cup”.

Segundo Eduardo Jesus, este é mais um exemplo da aposta da Região no mar, elemento importante para a nossa economia, relembrando que é a Madeira que “faz estender a soberania nacional quase até o território espanhol”, exporta quase 80% do peixe produzido em aquacultura para Portugal Continental e ainda realça o facto da diversidade que existe no nosso mar em termos de actividades náuticas como é o caso dos recifes onde mais recentemente foram afundados nas nossas águas alguns navios.

Quanto à ‘Extreme Sailling Series’ “vai ser diferente do ano passado” o que “significa uma maior permanência aqui na Madeira” sendo naturalmente “uma mais-valia”, reforçando a ideia de que “a Madeira é um destino para todo o ano”