“Estudasses!”

O Dia do Estudante, que se assinala hoje, é modesto em iniciativas na Região

24 Mar 2017 / 02:00 H.

Assinala-se hoje o dia Nacional do Estudante, dia que foi promulgado pela Assembleia da República em 1987.

Além de um dia de comemoração, este é um dia de luta e de homenagem, já que a data é celebrada pelo movimento estudantil nacional, de forma a relembrar as dificuldades e obstáculos que os estudantes enfrentaram nas décadas de 60, aquando da crise académica vivida em Portugal.

A data com pouca expressão na Região (ver destaques) pretende ainda apelar à participação e mobilização dos estudantes em prol de um novo modelo de educação: uma educação de e para todos. O direito à educação é um direito basilar da nossa sociedade consagrado constitucionalmente e que requer o envolvimento de todos. A data lembra ainda que o estudante é um pilar da sociedade.

Foi com esse espírito que dezenas de alunos do ensino superior manifestaram-se ontem em Lisboa contra o valor das propinas e para exigir o regresso do passe escolar e mais bolsas de estudo.

“A educação é um direito” e “Bolsas sim, propinas não”, foram algumas das palavras de ordem gritadas pelos estudantes durante a manifestação, que terminou frente à Direção Geral do Ensino Superior (DGES).

Os estudantes exibiam faixas em que exigiam mais investimento no ensino superior e a manutenção do regime público das instituições, manifestando-se contra a privatização e o modelo de universidade-fundação.

“Este protesto é para marcar o dia do estudante, por tudo o que aconteceu nos anos 60 e por tudo o que acontece hoje”, disse à agência Lusa João Paulo, da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), da Universidade Nova de Lisboa.

Beatriz Goulart, aluna do Instituto Superior Técnico (IST), da Universidade de Lisboa, afirmou que além de marcar a efeméride, a manifestação visa chamar a atenção para o elevado valor das propinas (mais de mil euros por ano), e a necessidade de investimento em melhores condições nas escolas.

“Existem várias questões que nos trazem à rua”, declarou, referindo o “preço exagerado” das propinas e a necessidade de garantir a igualdade no acesso ao ensino.

Os estudantes desfilaram pela avenida da República até à Duque de Ávila empunhando faixas e gritando palavras de ordem como “para a banca vão milhões, para o ensino são tostões” e “o passe escolar é para voltar”.

AAUMa dá brindes
e almoça com Leal
A Associação Académica da Universidade da Madeira (AAUMa) teve várias actividades ao longo da semana. Hoje dá brindes aos alunos e promove um almoço com a secretária regional dos Assuntos Sociais, Rubina Leal. Amanhã, pelas 21h, no Colégio dos Jesuítas do Funchal, apresenta mais um sarau de fados.

‘Por um Ensino Melhor’
entrega abaixo-assinado

Os estudantes aliados ao movimento ‘Por Um Ensino Melhor’ irão entregar na Assembleia Legislativa da Madeira, por volta das 10 horas, um documento com cerca de 350 assinaturas na luta por um ensino melhor na Escola Secundária de Francisco Franco.

JCP aborda problemas dos estudantes

A JCP-Madeira realiza uma iniciativa política regional, onde abordará os grandes problemas que os estudantes sentem, estando prevista para as 15 horas, no Campus Universitário da Penteada – Funchal, a apresentação das conclusões e a prestação de declarações à comunicação social.

JSD faz acção

de sensibilização

A JSD Madeira realizará um périplo por diversas escolas da Madeira, levando a cabo uma acção de sensibilização. Uma inciativa integrada nos roteiros temáticos, desta feita, sobre educação.

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