Estrada de acesso à Vila do Porto da Cruz em risco de abater

Rachas no pavimento e na muralha evidenciam “situação de perigo”

15 Abr 2018 / 02:00 H.

Ricardo Franco, presidente da Câmara Municipal de Machico, aproveitou a visita de Miguel Albuquerque, esta quinta-feira, ao Porto da Cruz, para voltar a chamar a atenção do líder regional para a necessidade de mais obras de recuperação naquela freguesia nortenha.

Sobretudo para a urgência de intervir na “situação de perigo” em que se encontra parte da Rua Marechal Spínola – troço que além de ligar a via expresso à vila do Porto da Cruz, serve também de acesso ao Centro de Saúde, ao Centro de Dia e ao Pavilhão Gimnodesportivo. Em causa o cada vez mais acentuado afundamento do asfalto e as fissuras que entretanto se abriram, inclusive na muralha que suporta a referida estrada.

Além deste caso “preocupante” que impede a circulação de pesados, e por isso acarreta mais constrangimentos, mais ainda por se tratar de um dos acessos à ‘baixa’ da freguesia, Franco pediu também a Albuquerque que intervenha no sentido de assegurar e concretizar o quanto antes, a reabilitação do muro de suporte do caminho municipal junto à Capela da Terra Baptista.

Os reparos do governante machiquense foram manifestados à margem da declaração pública feita pelo presidente do Governo Regional, durante a visita às obras concluídas de estabilização da ER 102, no sítio do Massapêz, nomeadamente a contenção do muro de suporte da estrada, numa extensão de cerca de 170 metros.

Logo após as declarações à comunicação social, Ricardo Franco ‘puxou pelo braço’ de Miguel Albuquerque, e aproveitando também a presença do secretário regional dos Equipamentos e Infra-estruturas, Amílcar Gonçalves, manteve uma conversa informal que serviu para pedir mais celeridade na reparação dos dois casos há muito identificados e oportunamente participados ao Governo.

O troço que actualmente serve de principal acesso entre a via expresso e a vila do Porto da Cruz é, das duas necessidades apontadas, a que motiva maior preocupação.

“Reforcei novamente a solicitação de intervenção porque é uma situação que já se arrasta desde o temporal de 2013”, confirmou, entretanto, Ricardo Franco ao DIÁRIO.

Referia-se à estrada que tem vindo a afundar e a apresentar várias fendas no asfalto, além de rachaduras já significativas na muralha de betão com alguns metros de altura, assente numa das margens de uma linha de água. A deterioração do pavimento é de tal ordem evidente que a circulação de pesados neste troço foi entretanto proibida devido ao risco de abatimento da estrada.

No local, a proprietária da casa situada junto da zona afectada, diz que o asfalto já começou a ceder a partir do 20 de Fevereiro de 2010. Realidade que se agravou consideravelmente após o diluvio registado no Porto da Cruz no final de Novembro de 2013. Desde então que a pressão sobre a estrada foi de tal ordem que fez também ‘mexer’ com a estrutura da moradia. A prova desse dano colateral está patente no muro exterior, que ‘descolou’ alguns centímetros do pavimento.

Quem ali reside teme, especialmente em dias de muita chuva, o colapso da muralha que suporta a estrada. Se tal acontecer, a casa pode também ficar em risco de ir por água abaixo.

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