Estrada de 60 milhões já precisa de novo acesso

Acesso à via rápida do Estreito beneficia uma vasta zona populacional

07 Fev 2018 / 02:00 H.

Tem dois quilómetros e meio, custou mais 60 milhões de euros, mas não tem ligação a uma zona de alta densidade populacional. A via rápida, entre a Ponte do Frades e o Estreito de Câmara de Lobos, foi inaugurada no dia 25 de Abril do ano passado, mas deixou uma vasta área das freguesias de Câmara de Lobos e do Estreito sem acesso directo à nova via. Estão em causa zonas como a Vargem, Ribeiro Real, Panasqueira e até a zona baixa do Covão e a alta da Lourencinha.

Menos de um ano após à inauguração, o Governo Regional decidiu contratar mais 675 mil euros, aos quais deve ser acrescido o IVA, para construir um pequeno ramal de ligação, na zona da Vargem, à nova via rápida. No entanto, essa ligação será apenas num sentido. Permitirá entrar somente no sentido descendente, aquele que conduz a Câmara de Lobos ou ao Funchal.

O novo ramal poderá representar uma melhoria significativa ao trânsito da Rua Padre Pita Ferreira, no troço a norte da via rápida Funchal / Ribeira Brava, mas apenas num sentido, no descendente. No ascendente, tudo ficará na mesma, uma vez que o novo ramal não terá uma saída da via rápida do Estreito, apenas, como referido, uma entrada.

Circular na Rua Padre Pita Ferreira, na zona da Lourencinha, é, por regra complicado, mas especialmente difícil às horas de ponta da manhã e da tarde. A estrada tem muitos anos, é relativamente estreita e conta com abundante estacionamento de viaturas nas faixas de rodagem. As dificuldades são sentidas, em especial, mas não exclusivamente, por condutores com veículos maiores, como camiões e autocarros.

A nova obra deve ser executada em 120 dias e foi atribuída à Construtora do Tâmega Madeira, que é do grupo Afavias, de Avelino Farinha. Além da Construtora do Tâmega, concorreram ao concurso público, lançado pela Secretaria dos Equipamentos e Infra-estruturas, a empresa-mãe AFAVIAS, a Socirorreia, que é parceira de negócios da AFAVIAS, a Atlantitraçado, a Tecnovia Madeira, a Ideiaporta e a José Avelino Pinto.

O concurso público para a obra foi lançado em Fevereiro de 2017 e a decisão de adjudicação à Construtora do Tâmega, no início de Outubro.

Na descrição do objecto do concurso incluída no anúncio, da responsabilidade de Alfredo Manuel de Araújo Fernandes, então Chefe de Gabinete de Sérgio Marques, é explicado: “Tendo como referência o troço actualmente em construção da Estrada Regional 108, a designada ‘Via Rápida Câmara de Lobos - Estreito de Câmara de Lobos’ (...) integralmente executada no Concelho de Câmara de Lobos, foi verificada a necessidade de ser executado um ramal rodoviário de acesso à Via Rápida através da Rua Alferes Manuel Joaquim Lopes. O Ramal de Acesso, interceptará a Via Rápida no sentido Estreito de Câmara de Lobos - Funchal. O Ramal de Acesso terá uma extensão aproximada de 186 metros. A empreitada inclui a canalização da linha de água adjacente ao acesso.”

O acesso tem sido reivindicado pelas populações, o que tem sido secundado por algumas forças políticas.

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