“Estar em casa e estar só”

Sejkko é o alter-ego de Manuel Pita, um cientista com sensibilidade também para artes, em particular para as casas ‘solitárias’

18 Jan 2017 / 02:00 H.

Casas da Madeira têm lugar na série de casas solitárias fotografadas por Sejkko e difundidas nas redes sociais, publicadas em revistas internacionais e divulgadas por todo o mundo. O artista que é cientista, ou o cientista Manuel Pita que estuda inteligência artificial que se afirma também através da arte e do seu alter-ego Sejkko, é um lusodescendente, recentemente alvo de um artigo no jornal inglês The Telegraph, precisamente por este trabalho desenvolvido a partir do seu telemóvel.

O jornalista diz que são “incrivelmente bonitas” as fotografias das casas solitárias escolhidas por Sejkko e o leitor pode conferir visitando uma das redes sociais Facebook ou Instagram ou ainda o sítio sejkko.com. São casas apresentadas a solo em ambientes despidos de céu azul onde brilham na sua simplicidade. São construções marcadas pela passagem do tempo em geral, algumas da Ilha ontem tem as raízes, outras de Portugal continental e algumas mesmo captadas do estrangeiro.

Nestas fotografias, revela o matutino citando o artista, Sejkko explora a ligação entre “estar em casa e estar só”.

O gosto pela fotografia nasceu nas ruas da Madeira, deambulando com o telemóvel por entre as construções. A primeira casa a ser fotografada foi há dois anos e meio sensivelmente no Verão, quando estava de visita aos pais. Foi a casa do velho médico que costumava dar consultas. “Eu vi os meus desenhos naquela casa antiga”, disse ao jornal, revelando que tinha o telemóvel. “Tudo começou aí. Eu publiquei uma no Instagram, depois, outra e outra”.

Desde então Sejkko a fotografia tornou-se uma viagem, onde fotografa não apenas casas, mas também algumas paisagens, em especial ligadas ao mar, e explora mais seriamente a fotografia e as ferramentas de edição colocadas à sua disposição.

Mais recentemente, criou uma nova série, intitulada ‘The modern things’, onde procura documentar a paisagem emocional humana da actualidade.

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