Esperança” à vista

05 Fev 2018 / 02:00 H.

Paulo Cafôfo entrou no Centro de Congressos da Madeira fazendo-se acompanhar por Ana Catarina Mendes e Emanuel Câmara e revelando um desejo antes de prosseguir a sua caminhada até à plateia. “Devolver a esperança aos madeirenses” foi uma das tiradas marcantes do ainda presidente da Câmara Municipal do Funchal, que assumiu estar focado nos destinos do município.

“Não vejo qualquer incompatibilidade com o projecto da câmara, que estamos a cumprir. Continuo a trabalhar de manhã à noite nos compromissos que tenho com os funchalenses, o programa que foi sufragado no dia 1 de Outubro será completamente cumprido e é nisso que estou completamente focado”, afirmou Paulo Cafôfo, frisando que “uma situação é a CMF, outra será depois a estratégia delineada”.

O hipotético candidato à presidência do Governo Regional em 2019 disse que não depende só de si chegar à Quinta Vigia, mas que “a seu tempo”, e em conjunto com o PS, irá começar a definir a estratégia. “Não será só o Paulo Cafôfo a decidir, será um conjunto de pessoas que querem que a Madeira tenha um novo desafio e uma nova etapa na nossa história”, constatou.

Abordando a iniciativa dos Estados Gerais e o contacto com a população, Paulo Cafôfo frisou que seria um erro considerar as pessoas “só como meros eleitores, quando nos dão jeito para ganhar eleições, ou como meros contribuintes, quando nos dão jeito para pagar impostos”, acusando de seguida o Governo Regional de já estar “ultrapassado”.

“Precisamos de esperança, precisamos de arrojo, de outro empenho, outra energia, outra dinâmica, para poder ultrapassar este marasmo, este sufoco em que as pessoas se encontram, sem soluções de um poder que já ultrapassou o seu prazo e está obsoleto, portanto, precisamos agora de outra energia, de outra força”, disse o presidente da Câmara Municipal do Funchal.

Sobre a militância ou não militância ao PS, Paulo Cafôfo diz que não é essa questão que “faz a diferença no contributo que podemos dar à nossa sociedade”, repetindo aquilo que já havia proferido: “Os meus valores são socialistas”.

Terminou ontem o XVIII Congresso Regional do Partido Socialista da Madeira e uma das imagens que ficam na retina é, sem margem para dúvida, a frase por detrás do local onde os discursos decorreram: ‘Vencer 2019’. Foi o mote lançado no último dia de trabalhos, que serviu de base para toda a intervenção de Emanuel Câmara.

Durante o seu discurso de consagração, que teve uma duração à volta de 50 minutos, o líder do PS-Madeira destacou o facto deste congresso ter vindo a sustentar a tese de que o partido está “mais forte” e, à medida que o tempo passa, o PS está a provar que “é possível haver uma alternância democrática na Madeira”, não havendo “dúvidas de que ela acontecerá, finalmente, em 2019”.

“Este é um momento único na história da democracia da Madeira, porque o PS tem uma hipótese real, efectiva e imperdível de ser poder e concretizar o que gerações de socialistas, democratas e autonomistas sonharam”, afirmou Emanuel Câmara, acrescentando que pretende ver “uma Região que põe as pessoas em primeiro lugar”.

Ainda de acordo com as palavras de Emanuel Câmara, “todos os socialistas têm lugar no partido” e que nos últimos anos o PS foi capaz de “governar bem”. “Mostrámos ser capazes de fazer o que outros não fizeram durante mais de 40 anos de poder”, acusou o socialista, esclarecendo que ter chegado até este patamar tem uma razão de ser.

Após a ‘Mudança’ e a ‘Confiança’ vem a ‘Esperança’

“Chegámos aqui graças ao nosso trabalho e não por acaso. Lançámos no terreno as sementes da Mudança, estivemos à altura da Confiança e soubemos merecer a Esperança que está para chegar ao governo desta terra, depois de já termos chegado às juntas e câmaras”, relembrou o presidente da Câmara do Porto Moniz em forma de analogia às últimas campanhas socialistas, observando de seguida, e de forma curiosa, o comportamento da oposição.

“Há quem tenha medo de nós. Se os interesses instalados e a ineficácia governativa com que vivemos têm medo de nós, é porque estamos no caminho certo e porque, como todos perceberam, estamos preparados para voos mais altos”, disse Emanuel Câmara, salientando que “o Governo Regional da Madeira está hoje ao alcance de todos os socialistas”.

Enviando outra alfinetada para o executivo de Miguel Albuquerque, ao afirmar que a proposta socialista passa por “assumir compromissos reais”, o projecto é agora virado para o futuro e “de olhos postos nas eleições Regionais de 2019”, afirmou o recém-eleito líder socialista da Madeira.

Emanuel Câmara deixou igualmente reparos para dentro do partido, nomeadamente a Carlos Pereira, que não foi visto durante o segundo e último dia do congresso.

Uma nova agenda de “inspiração social”

Pegando nas palavras do anterior líder, que havia lançado o repto para que se criasse uma agenda para a unidade partidária até 2019, tendo inclusive manifestado a intenção de obter uma resposta, o agora presidente do PS-Madeira foi categórico na resposta: “A nossa agenda, a minha agenda, é de inspiração social. Aqui não entram outras agendas”, visou Emanuel Câmara, sem mencionar qualquer nome.

Estiveram na sessão de encerramento do congresso Fernanda Cardoso (PSD), Sílvia Vasconcelos (PCP), Roberto Almada (BE), António Lopes da Fonseca (CDS) Patrícia Spínola, Élvio e Filipe Sousa (JPP). Marcaram também presença representantes da Ordem dos Médicos e dos sindicatos dos médicos e dos médicos dentistas, além das estruturas representativas dos enfermeiros na Madeira.

De salientar que neste congresso foram aprovadas as listas únicas para a Comissão Regional (94,3%), Comissão Regional de Jurisdição (95%) e Comissão Regional de Fiscalidade (92,2%).

“Dar à Madeira o presidente que os madeirenses querem”

Já no fim da sua intervenção, o recém-eleito presidente do PS-Madeira mostrou-se convicto de que a escolha de Paulo Cafôfo para presidente do Governo Regional em 2019 é o que “melhor serve a Região Autónoma da Madeira”.

“Vamos dar à Madeira o presidente que os madeirenses querem”, frisou Emanuel Câmara, questionando de forma retórica os militantes na sala: “Quem é esse presidente?”, perguntou, ao que os presentes responderam a plenos pulmões com um efusivo “Paulo Cafôfo”, desencadeando-se dessa forma uma troca de abraços entre os dois, que deu culminou o discurso do líder socialista na Madeira.

Cafôfo rotula Governo como “fora de prazo”

Paulo Cafôfo entrou no Centro de Congressos da Madeira fazendo-se acompanhar por Ana Catarina Mendes e Emanuel Câmara e revelando um desejo antes de prosseguir a sua caminhada até à plateia. “Devolver a esperança aos madeirenses” foi uma das tiradas marcantes do ainda presidente da Câmara Municipal do Funchal, que assumiu estar focado nos destinos do município.

“Não vejo qualquer incompatibilidade com o projecto da câmara, que estamos a cumprir. Continuo a trabalhar de manhã à noite nos compromissos que tenho com os funchalenses, o programa que foi sufragado no dia 1 de Outubro será completamente cumprido e é nisso que estou completamente focado”, afirmou Paulo Cafôfo, frisando que “uma situação é a CMF, outra será depois a estratégia delineada”.

O hipotético candidato à presidência do Governo Regional em 2019 disse que não depende só de si chegar à Quinta Vigia, mas que “a seu tempo”, e em conjunto com o PS, irá começar a definir a estratégia. “Não será só o Paulo Cafôfo a decidir, será um conjunto de pessoas que querem que a Madeira tenha um novo desafio e uma nova etapa na nossa história”, constatou.

Abordando a iniciativa dos Estados Gerais e o contacto com a população, Paulo Cafôfo frisou que seria um erro considerar as pessoas “só como meros eleitores, quando nos dão jeito para ganhar eleições, ou como meros contribuintes, quando nos dão jeito para pagar impostos”, acusando de seguida o Governo Regional de já estar “ultrapassado”.

“Precisamos de esperança, precisamos de arrojo, de outro empenho, outra energia, outra dinâmica, para poder ultrapassar este marasmo, este sufoco em que as pessoas se encontram, sem soluções de um poder que já ultrapassou o seu prazo e está obsoleto, portanto, precisamos agora de outra energia, de outra força”, disse o presidente da Câmara Municipal do Funchal.

Sobre a militância ou não militância ao PS, Paulo Cafôfo diz que não é essa questão que “faz a diferença no contributo que podemos dar à nossa sociedade”, repetindo aquilo que já havia proferido: “Os meus valores são socialistas”.

Falta de ambição

A secretária-geral adjunta do PS nacional, Ana Catarina Mendes, esteve presente no discurso de consagração de Emanuel Câmara, abordando a Saúde da Região e o novo Hospital, um tema que tem feito correr muita tinta entre Governo Regional e Central.

“Não é possível governar de costas voltadas para as pessoas e um exemplo tão paradigmático é a necessidade de todos os dias dar resposta na Saúde dos nossos cidadãos”, observou Ana Catarina Mendes, frisando que “não é possível, que a vontade do Governo Central em inscrever no Orçamento de Estado verba para que possa ser feito o Hospital do Funchal” signifique “a paralisia, a falta de visão e ambição do Governo Regional, que não permita que hoje em dia esteja a avançar o Hospital do Funchal”, acusou.

A secretária-geral adjunta do PS nacional afirmou ainda que a Madeira precisa de “outra alternativa política” e visou Paulo Cafôfo, como o homem “capaz” de ‘Vencer 2019’, como quem diz, ganhar as próximas eleições Regionais.