Escrever histórias

A Arteleia tem sítio na Internet através do endereço www.arteleia.pt

01 Dez 2016 / 02:00 H.

A Arteleia comemora hoje o seu primeiro aniversário. A marca nacional, criada na Madeira pela jornalista Sónia Silva Franco, começou por se dedicar à escrita de histórias de vida, possibilitando ao cidadão comum deixar um legado sobre as suas vivências. São livros de memórias contados pelo biografado, onde é feita uma abordagem muito pessoal sobre a cronologia dos acontecimentos da vida de cada um.

A tua vida dava um livro? Todas as vidas dão um excelente livro porque todos nós temos vivências únicas que nos caracterizam. A minha prioridade é ter anos suficientes pela frente para escrever o máximo de vidas de outras pessoas. Quando a minha missão estiver concluída, pensarei no meu próprio livro. Vamos lá ver se terei tempo...

O que leva alguém a querer uma biografia? A resposta é simples: “mais cedo ou mais tarde, começamos a pensar na morte e naquilo que vai restar de nós quando se extinguir a nossa presença física deste mundo. O que fica da nossa história depois de partirmos? O que dirão de nós daqui a 50, 100 ou 200 anos?”.

Assim e para contrariar o esmorecimento da história pessoal de cada um, a Arteleia assume-se como o veículo a ser utilizado para imortalizar a história de vida dos seus clientes, através da escrita dos livros.

Como é que convosco os livros ganham vida? Os livros de memórias produzidos pela Arteleia obedecem a um minucioso trabalho que começa com entrevistas profundas, com muitas partilhas, sentimentos e confissões. Aos textos, juntam-se fotografias ou documentos que o biografado quer imortalizar no seu livro.

Quem define a dimensão da obra? O número de exemplares fica ao critério de cada pessoa e, neste primeiro ano de actividade, a Arteleia já fez edições de 10 e até de 1000 exemplares. Tudo depende do público-alvo a quem o livro se destina. Algumas pessoas preferem uma edição mais reduzida para deixar de recordação à família, mas há outras que entendem que a sua história deve ser partilhada com mais pessoas.

O que querem escrever sem ser biografias? Passado um ano e devido às solicitações, a Arteleia alargou o leque de ofertas. Para além das biografias, os serviços estendem-se agora à criação de livros de empresas, instituições, associações, produção de conteúdos literários diversos e consultoria no processo de criação, impressão e edição de livros.

Uma missão com quantas mãos? Para dar uma resposta atempada e eficaz, conto com a colaboração de alguns colegas de profissão que, para além do talento para a escrita, encontram-se numa situação laboral aflitiva. É uma forma de ajudar e ser ajudado neste projecto que valoriza a componente humana.

Fizeram trabalhos noutras paragens? Apesar de ser uma marca nacional com origem na Madeira, o mercado da Arteleia não tem fronteiras. Do rol de clientes, constam pessoas dos Açores, onde recentemente foi apresentada uma biografia na ilha de São Miguel, Aveiro, Porto, Lisboa, Angola, Londres, Jersey e Brasil.

Os preços não têm sido problema? Tal como as histórias, cada livro é único e com características muito próprias. Sendo assim, todos os orçamentos são personalizados de acordo com aquilo que cada pessoa pretende.

O que foi mais gratificante neste primeiro ano de Arteleia? Gratificante é entrar na vida das pessoas e conhecer os recantos das suas memórias. Aprender com elas, sentir e compreender o seu percurso. Gratificante é ver o orgulho que sentem em pegar no livro já pronto e compreender que ali têm um legado que vai permanecer muito para além da morte. Gratificante é dar a oportunidade para que, através da minha escrita, possam perpetuar vivências, pensamentos e opiniões.

E o que não imaginarias que fosse possível neste mundo das edições de livros? O ser humano é capaz do melhor e do pior. Não imaginava que existisse gente capaz de pagar um trabalho destes para se vingar de alguém. Tive algumas situações, felizmente poucas, de pessoas que queriam um livro para dizer mal de outrem. Naturalmente recusei esses trabalhos porque não se enquadram na minha ética e moral.

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