Era uma vez uma máquina na padaria

Edifício de São Roque foi demolido em Setembro, por segurança. Sete meses depois, resta ‘uma máquina na padaria’. Mas as obras começam em breve e custam 400 mil, garante a Junta.

21 Abr 2017 / 02:00 H.

Está para muito breve o início dos trabalhos para o prometido arranjo urbanístico na zona do Encontro, em São Roque, no Funchal. As obras que vão garantir outra dignidade a uma das portas de entrada na freguesia fazem parte de um conjunto de promessas que ficaram por cumprir ao longo de vários anos. Mas agora é de vez, acredita o presidente da Junta de Freguesia.

Pedro Gomes garante que tem insistido com o Governo Regional para que o arranjo prometido em Setembro fosse rapidamente iniciado. No entanto, só ontem, um dia depois de o DIÁRIO ter questionado a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, é que o autarca social-democrata teve luz verde. O projecto está concluído e as obras começam em breve, diz Pedro Gomes.

A informação de que dispõe a Junta é que a intervenção para valorizar o centro da freguesia de São Roque tem início para muito breve, mas sem adiantar uma data específica. Conforme previsto e desejado pelo autarca, a obra inclui a construção de uma rotunda, uma zona de estacionamento em frente ao polidesportivo, uma doca com paragem de autocarro, passeios e zonas ajardinadas.

A intervenção, adianta ainda Pedro Gomes, vai custar cerca de 400 mil euros e deverá estar concluída em aproximadamente dois meses.

Os detalhes de que dispõe a Junta de Freguesia completam a informação solicitada ainda esta quarta-feira à Secretaria Regional que tem a tutela das obras públicas. Do gabinete de Sérgio Marques soubemos apenas que a intervenção prometida em Setembro estava “em projecto”.

A entidade que no Verão passado decidiu demolir o imóvel e prometeu um arranjo urbanístico para breve, reconhece que a estratégia para o local é a mesma mas que está tudo dependente de projecto. “Nada foi avançado” até ao momento e “não há data absolutamente nenhuma” para as obras que prometiam mudar a face de uma das principais entradas naquela localidade, disse a Secretaria esta quarta-feira.

Foi o perigo, ficou a máquina

A demolição da ‘padaria do Xavier’, como era conhecido aquele edifício, levantou alguma polémica, mas sem sucesso. Em poucos dias foram retirados os materiais mais valiosos e o prédio foi demolido depois de um longo processo de degradação e de dois incêndios.

A decisão, na altura justificada com questões de segurança, acabou por anular o perigo reconhecido por autoridades locais e particulares que por ali passam com frequência. Havia partes do edifício na iminência de ruir e por vezes surgiam na estrada alguns fragmentos de tijolo, pedra ou telha que assustavam sobretudo quem passava a pé.

O problema é que essa demolição não foi até ao fim. A base do edifício ficou com mais de um metro de altura de entulho por retirar e, no topo, ficou ‘esquecida’ a escavadora que ainda lá está como se se tratasse de uma exposição do fabricante. Da mesma forma, os passeios não foram feitos, as árvores não foram plantadas e a doca para a paragem de autocarros ainda não nasceu.

O presidente da Junta de Freguesia acredita que falta pouco e que São Roque vai ter em breve um centro melhorado.